Mais dois respiradores compõe os aparelhos da APMI. Número de casos crescente deixa hospitais quase lotados.
(Foto: Comunicação Prefeitura de União da Vitória)

A Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) de União da Vitória, recebeu nesta semana dois novos respiradores destinados sobretudo para as ações de atendimento dos pacientes de Covid-19. Ao todo a unidade conta com 25 aparelhos. Para tratar pacientes infectados com o Coronavírus são quatro leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs) e onze de enfermaria.

A Sociedade Beneficente São Camilo (Hospital Regional de Caridade Nossa Senhora da Aparecida), também de União da Vitória, é outro local de atendimento nesta pandemia. A unidade hospitalar tem quatro leitos de UTIs e oito em enfermeira. O trabalho aumentou, mesmo com menos pacientes de outras doenças, mas pela gravidade dos casos. Pessoas de Irati e Lapa já passaram por internação na ala Covid-19.

A região da Associação dos Municípios do Sul do Paraná (AMSULPAR) tem uma população em torno de 175 mil pessoas, distribuídas nos nove municípios da 6ª Regional de Saúde: Antônio Olinto, Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto Vitória, São Mateus do Sul e União da Vitória. Tendo os dois hospitais como referência para tratar a Covid-19.

A administradora da APMI, Antonia Bilinski, na entrega dos dois novos respiradores afirmou que o pedido foi feito pela classe médica, tendo em vista a necessidade de tratamento contra o Coronavírus. “Estes dois novos respiradores vêm num pedido enviado pela Confederação Nacional das Misericórdias Filantrópicas para ajudar nas ações aqui no Hospital APMI na situação da Covid-19”, disse.

Na ocasião ela chamou atenção para a retomada de cuidados da população, usando máscaras, evitando aglomeração e lavando muito bem as mãos ou se utilizando d o álcool em gel. “O vírus antes estava nas grandes cidades, mas hoje está entre nós. Antes as vítimas contaminadas eram desconhecidas, mas hoje sabemos que são e pelos nomes. Então vamos nos cuidar”, frisou Antonia Bilinski.

Ao passo que, ela mencionou o cuidado da equipe e dificuldades no tratamento. Inclusive com pacientes jovens tendo o quadro agravado de Covid-19. “Está cansativo”, admite sobre a rotina de trabalho. “Mas o vírus está aí e não tem nada que contenha, que detenha a propagação do vírus, a não ser o cuidado e o distanciamento social”, cita. Isso faz com o trabalho profissional fique mais desgastante.

Para atender os pacientes, a equipe técnica, de enfermagem e médica tem um cuidado redobrado. “Troca toda a paramentação. Eles não podem ir com a mesma paramentação de um leito para o outro”, enumera. Todo este cuidado gera um desgaste e cansa os profissionais num comparativo com um dia de trabalho normal. Contudo, ela destaca o empenho de cada colaborador em prestar serviço de qualidade.

Todo paciente com suspeita de Covid-19 é isolado e tratado neste cenário até sair o seu resultado. Nesta quinta-feira (10/12) eram onze enfermarias e quatro leitos de UTIs, todos ocupados, numa região isolada do hospital disponíveis para estes pacientes na APMI. No Hospital Regional são três dos quatro leitos de UTIs ocupados e quatro das oito vagas em enfermeiras. Cenário que pode mudar a qualquer momento, com entrada de novos pacientes, até mesmo de outras regiões.

Sidnei Muran

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