Após o tratamento com quimioterapia, hoje Sandra comemora a volta da normalidade de seus exames.
(Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Iniciamos o mês de outubro, e junto dessas próximas semanas, redes de combate e apoiadores da luta contra o câncer de mama enfocam a cor rosa como forma de conscientização aos cuidados de saúde. “Depois de tudo que passei, hoje eu afirmo que sou uma nova pessoa”, diz Sandra Santos, que luta desde 2017 contra um câncer de mama e metástase na coluna e hoje repassa toda sua experiência com a doença.

Descoberta

A professora de língua portuguesa levava uma vida saudável com atividades físicas. A alimentação regrada e a prática de exercícios era frequente no seu dia a dia. Sandra fazia academia e caminhada com as amigas, além de trabalhar em escolas e colégios do município em turnos nos três períodos.

Foi durante uma caminhada em 2017 que ela sentiu uma forte dor na região do peito. “Eu nunca havia sentido algo tão forte”, expressa. Pensando que seria apenas um mau jeito, Sandra prosseguiu com os exercícios. Nos dias que se passaram mais um incômodo começou a ser sentido, agora na região das costas. Procurando atendimento médico na área de ortopedia, alguns exames foram realizados, mas sem o diagnóstico do câncer nos primeiros laudos. “Sempre me preocupei com a saúde e fazia com frequência os exames preventivos como também o da mama, e nada constatava.”

Após procurar outros médicos especialistas, Sandra foi diagnosticada com uma metástase – migração do tumor – em sua coluna. Para o tratamento adequado e os medicamentos necessários para controlar o câncer, o médico comentou que eles precisariam encontrar a origem do tumor. Foram inúmeras viagens e coletas para descobrir que o tumor teria origem em sua mama. “Ele era muito pequeno, sendo que nem o sentia quando fazia o exame de toque.”

Tratamento

Sandra estava sozinha quando foi diagnosticada com câncer. “Mandei mensagem para uma amiga e de imediato ela estava em minha casa”, relembra. Sua família e outras amigas também foram fundamentais durante todo seu tratamento. “O suporte, o carinho e as orações que foram feitas por mim deu a força que eu precisava para vencer essa luta”, garante. Nesse tempo de tratamento, até um cachorrinho de estimação começou a fazer parte de sua rotina, que colaborou também para a criação de anticorpos. “Ele me dava ânimo para acordar todos os dias.”

Por conta dos tumores, a coluna de Sandra foi fragmentada em pedaços, impossibilitando grande parte de seus movimentos. “Não consigo explicar a tamanha dor que eu sentia durante todo o tratamento. Havia noites que eu engatinhava até o banheiro”, testemunha. Sandra precisou usar um colete por três meses e alguns médicos acreditavam que ela não voltaria a caminhar.

As quimioterapias iniciaram em abril de 2018. Com o passar dos dias de tratamento, seu cabelo e outros pelos do corpo começaram a cair. “Diferente das dores que eu sentia, essa foi uma dor na alma”, expressa. A vaidade sempre fez parte de seu cotidiano e não foi esse momento que impediu o autocuidado. “Usava lenços, peruca e me maquiava quando saia de casa. Eu me sentia bem assim.”

Mudança de vida

Sandra começou as quimioterapias em abril de 2018. (Foto: Acervo Pessoal)

Toda autoestima, irreverência e amor foi fortificando ainda mais todo o seu tratamento de saúde. “Pessoas que eu nem imaginava me visitavam e me enviavam mensagens de apoio. Isso fez toda a diferença”, declara. Hoje o cabelo voltou a crescer e o tratamento com as quimioterapias já encerraram. Grande parte dos seus exames já estão voltando para a normalidade.

“A minha fé em Deus foi o que me motivou dia a dia. Orei e hoje sou a testemunha do seu milagre”, diz. Sandra leva uma vida normal, com uma boa alimentação e realiza exames e consultas com frequência. Ela caminha, dirige seu carro e ainda recebe a visita das pessoas que continuam a apoiando também nessa vitória. “Aprendi a valorizar a minha vida depois que tive câncer.”

A Rede Feminina de Combate ao Câncer

O apoio da família e amigas foi fundamental durante todo o tratamento. (Foto: Acervo Pessoal)

Em São Mateus do Sul, a Rede Feminina de Combate ao Câncer organiza algumas mobilizações de apoio e conscientização ao câncer de mama. Ela também é responsável por arrecadar doações para mulheres que estão passando pelo tratamento. Confira o cronograma para o mês:

Dia 3: Lançamento da campanha na loja Flou, às 17h, em que parte das vendas do mês será revertida para a Rede;

Dia 19: dia D, em parceria com o Rotary;

Dia 26: caminhada às 10h da manhã.

Quem deseja colaborar com a Rede, pode entrar em contato no telefone (42) 99932-3141, e conhecer todo o trabalho feito.

CHARGE

Cláudia Burdzinski

Cláudia Burdzinski

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br
Cláudia Burdzinski

Últimos posts por Cláudia Burdzinski (exibir todos)

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Maior superlua de 2019 acontece terça-feira (19)
Conheça o Conselho da Comunidade, órgão da execução penal que atua dentro da 3ª Subdivisão Policial do município
Cleverson Daniel em dose dupla
2 Comentários
  • Ademar truchinski marzakoswski
    18 de outubro de 2019 at 23:37

    Q deus abensoe sua recuperacao professora sandra e eu me orgulho de tanto tempo q eu comvivi com vc como diretora e professora obrigado fazer parte da minha educasao escolar

  • Ademar truchinski marzakoswski
    18 de outubro de 2019 at 23:37

    Q deus abensoe sua recuperacao professora sandra e eu me orgulho de tanto tempo q eu comvivi com vc como diretora e professora obrigado fazer parte da minha educasao escolar

Deixe seu comentário

*