Histórias de Terra e Céu

Aproximações Perigosas

Um asteroide descoberto há três anos ameaça passar raspando a Terra no próximo dia 05 de março. Mas a NASA já “acalmou” a todos explicando que é muito difícil ocorrer uma colisão agora, sendo mais provável que isso venha a ocorrer em 2017 (!?!?). Embarque comigo nesta história.

Em outubro de 2013 o Observatório Catalina Sky Survey descobriu um pequeno asteroide de 30 metros de diâmetro, que foi designado como “2013 TX68”. Ele era apenas mais um dos “asteroides rasantes” que periodicamente passam próximo ao nosso planeta. Mas este “próximo”, que na última passagem equivalia a dois milhões de quilômetros de distância, agora pode se tornar cerca de 17 mil quilômetros.

Em termos de distâncias astronômicas, estes 17 mil quilômetros não são nada… Equivaleria ao asteroide “raspar” na Terra. A nossa Lua, por exemplo, encontra-se a 384 mil quilômetros de distância. Neste cenário, entre 02 e 06 de março, o “2013 TX68” estaria mais próximo da Terra do que a própria Lua, podendo inclusive ser visto como um ponto brilhante no céu.

Mas antes que alguém fique preocupado, a NASA explicou que não há probabilidade de impacto neste momento. Já para 2017 a coisa pode ser diferente. Existe uma chance (ainda que remota) de uma colisão no dia 28 de setembro do ano que vem. Depois disso voltaremos a ter encontros com o “2013 TX68” nos anos de 2046 e 2097. Os astrônomos seguem monitorando o objeto para calcular com mais precisão a sua órbita. Estas observações serão fundamentais para descartar (ou confirmar) a hipótese de colisão.

Na hipótese de que o objeto realmente caia na Terra, não é esperado um evento catastrófico. Por ser um asteroide pequeno, os impactos acabam tendo escala local. Isto é muito bom, desde que o seu local não seja o “premiado” com a queda. Em 2013 um corpo celeste muito similar a este explodiu sobre a atmosfera na cidade de Chelyabinsk, na Rússia. Mesmo sem ter tocado o solo, a explosão do objeto causou uma onda sônica que estraçalhou janelas e causou uma pequena destruição na localidade, ferindo 1.500 pessoas.

Nestas horas, nós astrônomos vivemos um incrível dilema. Queremos que o objeto chegue o mais próximo possível para ser visualizado, mas também não tão próximo que possa se tornar um perigo. Que venha o “2013 TX68”!

Até a próxima semana e céus limpos para todos nós!

Gerson Cesar Souza
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