Artigo de Opinião

Aquela frase, “não adianta ir na missa todo domingo e matar o gato envenenado”

Primeiramente, este texto não é ofensa para nenhum tipo de religião ou crença específica, sou católica e respeito as demais. Mas o ponto que faz elo entre religião e a nossa vida “fora da igreja” é o que vai desencadear a minha opinião desta semana.

Muitas pessoas consideram Deus como a principal virtude da sua vida, outras, se dizem agnósticas: “para os agnósticos, a razão humana não possui capacidade de fundamentar racionalmente a existência de Deus”, mas independe da forma como pensamos, vivemos e compartilhamos do mesmo ambiente, seja de forma social, econômica ou cultural.

Tudo que é embasado no fanatismo acaba sempre prejudicando direta ou indiretamente de alguma forma este ambiente em que vivemos. A mudança de valores entre “se eu for para a igreja com certeza irei para o céu” não significa que “quem não vai para a igreja não é uma boa pessoa e irá para o inferno”.

A relação entre, precisar sempre comprovar algo não justifica que seremos salvos na luz divina após a nossa morte, e muito menos não nos certifica que quem está fora de lá é uma pessoa com más intenções. Muitas pessoas fazem da devoção desenfreada uma forma de “mascarar” algum tipo de “pecado” que foi cometido.

Não adianta frequentar a missa na manhã de todo domingo, para que na porta de saída da igreja a fofoca sobre a vida alheia tome conta do momento. Aprendemos no mundo a diferenciar o suposto caráter de quem comparece a uma celebração religiosa com o de quem não participa.

Nossas atitudes nos tornam pessoas boas, a forma como levamos a nossa vida religiosa não interfere no modo como categorizados isso. A religião é um modo de filosofia de vida que transparece uma forma de acreditar nos singelos mistérios da vida após a morte.

Não nascemos cristãos, nos tornamos cristãos.

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