Esta Semana

Arquitetura da Nostalgia

Esta semana estive andando pelas ruas de São Mateus do Sul. Final de semana cinza, do tipo que a cama quase nos ganha, mas com um bocado de força conseguimos sair e apreciar a cidade.

Entre uma quadra e outra, entre terrenos baldios repletos de flores do campo e a rotina escorrendo no relógio, acabei indo para os lados da Vila Amaral. A rodovia que corta o bairro, traz consigo resquícios de uma “Velha São Mateus”, nosso quase “Centro Histórico”.

Fui registrando pelas lentes da câmera seus detalhes, tintas descascadas, janelas onde o passado nos espia. Casas que já foram habitadas e hoje o mato, as flores tomaram conta e são seus donos, por usucapião do tempo.

Entre uma foto e outra, acabei por bebericar em um bar do bairro, ou melhor, em um boteco, daqueles clássicos! E uma nostalgia imensa me tomou.

Lembrei da infância, do quanto era mágico olhar aquelas vitrines com os docinhos clássicos, maria mole, suspiro, geleia, gibi, docinho de leite. Faz parte da infância de quem morou em vila, morou no interior. A linguiça pendurada, o chão e o teto de madeira, o copinho de pinga e a gasosa de garrafa.

Detalhes que em alguns grandes centros já estão virando “gourmet”, decoração vintage, mas que em nossas cidades, bairros, regiões do interior a fora, são clássicas, sinceras e reais.

Tudo passa, tudo se transforma, os bairros crescem, as casas antigas dão lugares aos prédios, condomínios. Os botecos, as bodegas, dão lugares aos pubs, aos restaurantes e petiscarias. Mas como é bom, nostálgico e gostoso reviver um passado que está no presente.

Por isso, enquanto ainda temos estes momentos, lugares, registro. Para gravar em imagens e sentimentos uma época. Um lugar, um sentimento.

Fotos: Edna Guimarães

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