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Há alguns dias me pego pensando sobre gotas de chuva. Tão frágeis, delicadas e transparentes. Você já parou para perceber a forma que uma gotinha d’água desce pelo vidro em dias de chuva? Se fosse para escolher uma trilha sonora para esse momento, com certeza o ritmo seria alguma música dos Beatles.

Quando a chuva forte para e começa a garoa, fica mais fácil de perceber a gota descendo levemente pelo vidro. Às vezes ela fica parada no meio do caminho, como se estivesse sem ânimo de seguir o percurso até o fim. Mas aí é só esperar por mais alguns segundos que outra gotinha vem depressa pelo mesmo trajeto e se une com a gota que estava parada. Como se uma desse “a mão” para outra, elas seguem com ainda mais força até o fim do caminho do vidro, para juntas seguirem o trajeto, evaporarem e repetirem todo o ciclo novamente, em ritmo de colaboração mútua.

Existe a história de um carpinteiro que estava no seu último mês de trabalho, prestes à tirar a tão sonhada aposentadoria. Seu chefe, triste pela partida do bom funcionário, repassa seu último trabalho: a construção de uma casa de madeira no alto da colina. Pela exaustão do trabalho, era fácil perceber que ele não estava tão entusiasmado pela ideia e prosseguiu fazendo um serviço de segunda qualidade e usando materiais inadequados. No final do serviço, o chefe fez a inspeção da casa e entregou a chave para o carpinteiro e disse: “Essa é a sua casa. É o meu presente para você!”. O carpinteiro ficou surpreso e pensou: “Se eu soubesse que seria a minha própria casa teria feito tudo diferente.”

Que pena que algumas pessoas só percebem que as coisas poderiam ser de outra forma apenas no final. Todos os dias nós somos responsáveis pela construção da nossa própria casa. A vida é um projeto que nós construímos. Nossas escolhas refletem tanto na nossa vida! Se queremos o bem para nós mesmos, é preciso que façamos o bem para os outros. Seja a gota d’água!

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