Campos Unespar. (Foto: Reprodução VVale)

Há algumas semanas, conversando com um amigo da faculdade que há quatro meses se tornou pai, ele comentou que a sua esposa que estuda filosofia na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), no campus de União da Vitória, voltou aos estudos. Fiquei muito feliz em saber que ela não abandonou a faculdade, algo que acontece com muitas mulheres após o nascimento do filho. Fiquei curiosa e perguntei para ele com quem o bebê ficava na parte da noite, pois é o período em que os dois estudam e eles moram na cidade sem a presença de familiares próximos. Nesse dia, descobri um projeto incrível, que deveria servir de exemplo para muitas instituições do nosso país: essa semana vamos conhecer o Projeto Espaço da Mamãe Universitária (Pemu).

Você pode conhecer (ou quem sabe você até seja) uma mulher que precisou trancar a faculdade por conta do nascimento do filho. Mesmo sendo um período completamente novo na vida de uma mulher, há também a preocupação e responsabilidade com o futuro da criança. A garantia por um emprego que em contrapartida ofereça um bom salário, é fundamental para manter a qualidade de vida de toda a família, e muitas vezes esse sonho precisa ser interrompido por conta de amamentação e a falta de lugares para deixar a criança no período da faculdade. O Pemu foi pensado exatamente para isso! O atendimento gratuito garante os cuidados aos bebês enquanto as mães, ou até mesmo as professoras e funcionárias da Unespar, estão em sala de aula, estudando ou trabalhando.

O projeto foi criado em 2004, idealizado pela professora Maria Sidney Barboza Gruner (em memória), com o intuito de oferecer um espaço de amamentação para as mães. Sendo transformado em projeto de extensão, atualmente ele funciona como uma espécie de laboratório para as estudantes de pedagogia da instituição e leva o nome da professora fundadora como forma de homenagem.

O projeto Pemu foi adequado, e atualmente atende nos três períodos – manhã, tarde e noite –, crianças de zero a dois anos. O Pemu depende de doações e trabalhos voluntários, com monitoria apoiada pelos professores do curso de pedagogia. São realizadas atividades recreativas como a participação de atividades sensório-motoras, de acordo com a fase de desenvolvimento de cada uma. Eles trabalham com atividades de assoprar, apalpar, cantar, entre outras. A coordenadora do curso de pedagogia, Rosana Ansai, que também coordena o projeto, explica que o Pemu não tem caráter de escola para as crianças. “É um espaço não escolar de acolhimento, mas, mesmo assim, planejamos atividades para o desenvolvimento educacional das crianças”, destaca.

É muito bonito perceber essa preocupação pelo direito a educação. Esse projeto, além de transformar a realidade de uma família, é capaz de trabalhar de maneira igualitária entre os acadêmicos que buscam a educação pública.

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