Marlene de Lourdes Roderjan Nascimento e José Manoel Pavoski – Juca. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Comemorar o aniversário, para mim, é um momento mágico! Ler cada mensagem e receber energias positivas dedicadas especialmente à mim faz com que o dia seja um dos mais importantes do ano.

Sempre gostei de deixar registrado as fases da vida, e nesses 20 quis fazer isso de uma maneira diferente… Quem me conhece sabe da minha paixão por coisas antigas – e alguns até comentam que eu só posso ser a reencarnação de alguém dos anos 60, 70 ou 80. Crenças e brincadeiras à parte, eu realmente me encontro quando estou fuçando quinquilharias ou ouvindo as histórias de pessoas que viveram nessas épocas. Claro que para colocar a minha ideia em prática busquei uma pessoa que também tivesse esses propósitos: é aí que entra em cena José Manoel Pavoski (Juca), uma pessoa sem igual, que mais do que eu, admira a simplicidade da vida e registra momentos de um jeito inspirador! Juca é fotógrafo e junto de suas máquinas fotográficas analógicas, faz todo o trabalho de revelação nos fundos da própria casa – exatamente como antigamente.

Na realidade, tudo começou quando eu parei num brechó na esquina do jornal e encontrei um vestido que realmente chamou a minha atenção. Sempre que eu encontro uma peça de segunda mão, principalmente as bem antigas, fico imaginando em que ocasiões elas foram usadas e é muito bom poder ter esse contato “indireto” com o passado de alguém que eu nem faço ideia quem seja. Mas e como deixar esse sentimento ainda mais característico? Foi aí que entrei em contato com o Juca, que topou a minha ideia ainda em construção sem pestanejar: fazer algumas fotos analógicas para meu aniversário, como se estivéssemos nos anos 60. Queríamos um lugar com características antigas, mas confesso que não imaginávamos que a tarde seria realmente uma aula de história. Após algumas tentativas, fomos até a casa da querida Marlene de Lourdes Roderjan Nascimento, que nos recebeu de um jeito incrível, contando a história de seu sogro Agenor Nascimento e marido, Egon Nascimento. Pudemos por uma tarde fazer parte da história dessa família, e eles, agora fazem parte também da minha. Para mim, que praticamente nasceu no século XXI, foi uma experiência completamente nova (ainda mais para quem está acostumada a fazer fotos com aparelhos digitais), e esperar o processo de revelação para ter o resultado em mãos. Só tenho à agradecer ao Juca por ser essa pessoa fantástica e a dona Marlene, pela hospitalidade, café, aquele delicioso doce de abóbora e claro, não podemos esquecer das carambolas.

Vivemos de fases, e penso que essa fase dos 20 é uma das que eu mais estou bem comigo mesmo. Estou me conhecendo cada vez mais e olhando para a vida com outros olhos, sem se preocupar com o tempo ou ficar com medo de desistir de algo. É até engraçado, mas parece que só nessas datas percebemos o quanto a vida é curta e imprevisível né? E é especialmente nesse dia que eu me motivo ainda mais para buscar um propósito que venha de encontro com o que realmente me faz feliz, seja ele fixo ou apenas momentâneo. Claro que para chegar nisso tudo precisei aprender e muito. Nada vem sozinho, e pude contar com o apoio de pessoas que de forma ou outra, colaboraram para que eu percebesse que não estou só. Não consigo encontrar palavras que expliquem o meu amor e profunda gratidão a minha família e amigos. Lembrar do rostinho de cada um em momentos difíceis faz com que eu encontre a força que eu nem fazia ideia que tinha.

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