Marieli e Renata, que são grandes empreendedoras são-mateuenses. (Fotos: Ana Alice Santos/Gazeta Informativa)

O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente, no dia 8 de março, foi originado pelas manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, e contra a entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial.

Você sabia que existe o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino? Dia 19 de novembro, é uma nova data que as mulheres empreendedoras têm muito o que comemorar. Apesar do Dia do Empreendedorismo Feminino ser comemorado apenas em novembro, vamos retratar nesta reportagem, o Dia da Mulher através da mulher empreendedora.

O Brasil tem hoje, aproximadamente 24 milhões de mulheres empreendedoras. E, aproveitando esse gancho, entrevistamos duas mulheres que estão à frente do empreendedorismo em São Mateus do Sul para servirem de exemplo e motivação para outras mulheres que estão pensando em começar algum negócio.

Viajando no empreendedorismo

Já pensou em decolar num negócio próprio assim como fez Marieli Martins? Isso mesmo! A gerente de vendas da CVC Brasil, localizada na Avenida Ozy Mendonça de Lima, 277, no Centro de São Mateus do Sul, atua no ramo turístico na cidade e região. Para ela, trabalhar nisso é a realização de um sonho tanto pessoal quanto profissional. “Poder realizar o sonho das pessoas, mostrando que todos nós conseguimos viajar se realizarmos um planejamento, é o meu propósito de vida”, destaca.

“Minha mensagem às mulheres de São Mateus do Sul e região, é que devemos sempre acreditar no nosso potencial e ir atrás dos nossos objetivos com garra e persistência, nem tudo são flores, mas recompensas valem à pena! Feliz Dia da Mulher!”, diz Marieli Martins.

Segundo Marieli, as viagens servem para comemorar aniversários, lua de mel, bodas de casamento, superação de uma doença e até mesmo, para celebrar e curtir a vida. “Além disso, acarreta em aproximação com as pessoas. Com a correria do dia a dia é útil para desligar-se da rotina cansativa onde enfrentamos diariamente, para destacar o foco principal à pessoa que nos acompanha nessa realização”, completa.

Marieli trabalha na CVC há 11 anos, desde que se formou na faculdade de turismo e é parceira da Gazeta Informativa. Ela já trabalhou como vendedora na CVC de Ponta Grossa e após dois anos foi promovida a supervisora e dentro de um ano, passou a atuar como gerente. Sempre foi destaque na superação das suas metas de crescimento. Decidiu assumir o cargo e o desafio juntamente com o apoio da família de ter a própria franquia da CVC em São Mateus do Sul, quando surgiu a oportunidade há sete meses, no dia 5 de agosto de 2019. Ela comenta que para ter sucesso é preciso acreditar no que faz e atender o cliente com maestria, visto que é um ramo desafiador e que precisa de inovação constante. “São nos detalhes que ganhamos a confiança e a satisfação do cliente, não é mesmo?”, diz.

Interrogada sobre o desenvolvimento da ideia do próprio negócio, responde que é algo que acontece no dia a dia. Cada cidade e público abrangente é diferente, trabalhando com foco voltado em qual é a procura do cliente, Marieli executa divulgações a partir disso.

Para suprir as necessidades, o principal pilar à ser considerado, é o reconhecimento. Quando se é reconhecido pelo que faz, é um passo a mais para o êxito profissional. Na prática, ela estuda com grande respaldo como o Brasil está se desenvolvendo. Seu ponto ideal está nas viagens nacionais. Atualmente, está fornecendo viagens pelo país e América do Sul, devido aos clientes estarem receosos com as doenças do exterior e o preço do dólar.

As dificuldades de ser uma mulher empreendedora, para Marieli, “é que hoje vivemos numa sociedade um pouco machista, que gradualmente está mudando. É preciso ser pulso firme, bem como destaque em dobro na experiência profissional”, fala.

Um número significativo de mulheres enfrenta árduos desafios para adquirir confiabilidade e notoriedade em diferentes empresas e inclusive, sua vida empreendedora.

Dando ênfase em outras peculiaridades concedidas às mulheres que contribuem para que elas alcancem o sucesso, “vale citar que somos de natureza detalhistas e caprichosas. Estamos sempre atentas as delicadas particularidades do cotidiano. Não só na parte racional e crítica de todas as coisas que conseguimos executar ao mesmo tempo, mas também na excelência do que fazemos quando estamos desempenhando nosso papel de mulher”, conclui Marieli.

É possível empreender em casa sendo mulher, esposa, mãe e líder?

Ei, você aí! Todos nós já nos preocupamos com a seguinte expressão: “Preciso de um trabalho, urgente!”, não é? Pensando nisso foi que Renata Lang Mazepa, de 33 anos, decidiu empreender na área cosmética de São Mateus do Sul. Ela impulsiona dizendo: “Empreender enquanto mulher é um desafio diário de buscar sempre a superação de metas uma vez que, trabalhar com vendas requer responsabilidade de correr atrás no dia seguinte o que não atingiu no dia anterior”. Em agosto fará quatro anos que trabalha no ramo.

Atendendo um público abrangente, sua divulgação é bater de porta em porta, sendo perseverante em não esperar o cliente chegar até si mesma. Acredita que ter o próprio negócio está no sangue em razão de sua família ter tido um mercado no interior. “Desde pequena esse dom de vendas cada vez mais cresce em mim”, complementa.

“Deixo para as mulheres um simples recado: Acredite em você mesma! Persista nos seus sonhos com força de vontade! Sempre coloquem Deus em primeiro lugar que as coisas darão certo. Dificuldades terão em qualquer situação e o não sempre teremos, precisamos correr atrás do sim! Feliz Dia da Mulher à todas as mulheres guerreiras, que assim como eu, não deixam nunca
de acreditar que tudo é possível se confiarmos Nele”, fala Renata Lang Mazepa.

A decisão de montar seu próprio negócio foi tomada juntamente ao marido, Luiz Carlos Mazepa, após a maternidade. Por questões de saúde do filho Arthur, atualmente com quatro anos, viu aí a oportunidade de trabalhar em casa para atender a demanda em ser mulher, esposa, mãe e líder do círculo de oração da Igreja Assembleia de Deus da Vila Prohmann. “Trabalhei oito anos no comércio são-mateuense e tive a firmeza de dizer adeus à minha função de colaboradora local em função de executar meus cuidados à minha família que na época estava em crescimento, devo tudo que sou hoje a meu querido Deus”.

Renata ainda conta que não obteve êxito na ajuda de ninguém além do marido, que sempre apoiou a permanência dela no mercado empreendedor, visto que usam o carro próprio para a realização das entregas dos pedidos que os clientes encomendam. “Há vezes em que temos o prazer de fornecer carona à algum colega da igreja, traçando rotas aproveitáveis para executarmos as duas coisas ao mesmo tempo e entregar com excelência meus produtos nas mãos de meus compradores. Meu diferencial é chegar até o cliente, deixando-o em comodidade pelo reconhecimento que tenho sobre a população colaboradora para o crescimento local, não ter tempo de ir em busca de aquisições que precisam para o dia a dia. O cliente precisou de algum presente, acabou seu perfume, precisa de um batom de outra cor, eu levo até ele, buscando ser a melhor sempre”.

Tendo um público bem amplo, com atendimento somente aqui em São Mateus do Sul, sua rotina é firmada em efetuar serviços domésticos enquanto esposa e mãe pela manhã, deixando seu trabalho com vendas para a parte da tarde. Além disso, também executa ensaios de louvores na sua igreja no meio da semana. Sua visão de futuro é o foco em atender outras regiões. “Meu objetivo atual é aumentar a minha clientela cada vez mais e mais”, expõe. O conselho deixado aqui para mulheres fixas ou não no empreendedorismo, segundo ela é ter foco, força e muita fé.

Hoje em dia, há muitas mulheres com dificuldades depois da maternidade. “Enquanto mulheres que somos, ou trabalhamos para nosso próprio sustento buscando sempre inovar, ou seremos para sempre donas de casa. Não é o que queremos se conquistamos o direito de exercer diversas funções lá atrás, com manifestações de nossas ancestrais e que atualmente, nossa geração ganha cada vez mais espaço no mundo globalizado para fomentar a ideia de que podemos sim ser o que quisermos. E somos!”, expõe Renata.

Renata deixa aberto o convite à população para conhecer seus dois trabalhos através do telefone: (42) 98868-5522. “Entre em contato comigo para conhecer meus produtos, além do mais, posso estar lhe ajudando com a função que executo enquanto líder de uma igreja que só têm a agregar para você”, conclui.

As origens do Dia Internacional da Mulher

O Dia da Mulher começou, de acordo com o site bbc.com, possivelmente com a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres reivindicaram seus direitos nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho – na era, as jornadas para elas poderiam chegar à até 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Ali teria sido celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher” americano.

“A situação da mulher era muito desigual, inadequada se comparado que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época”, disse Eva Blay, atualmente substituída do cargo ocupado desde 2016 onde originou-se a criação do órgão, por Maria Arminda do Nascimento Arruda, que é a nova coordenadora da USP Mulheres, segundo o que afirma o site jornal.usp.br.

Em 1917, efetuou-se uma demarcação ainda mais íntegra daquele que viria a ser o 8 de março. Um grupo de operárias, nessa data, saiu às ruas para manifestar-se contra a Primeira Guerra Mundial e a fome, originando assim, o movimento solene de pontapé inicial da Revolução Russa.

A importância que esse dia tem, é histórica, pela verificação de um revés problema que não foi esclarecido até hoje. A desigualdade de gênero ainda é pauta que permanece atualmente. “As péssimas condições de trabalho ainda são inapropriadas para as mulheres”, pontuou Eva Blay.

Historicamente falando, é fundamental continuarmos requerendo direitos, visto que já faz mais de cem anos desse levantamento, porque os problemas mantêm-se.

As mulheres, na China, chegam a ter metade do dia 8 de março de descanso, conforme a recomendação governamental do país – mas nem todas as empresas seguem essa execução, segundo bbc.com.

O mês de março é um mês memorável quanto a marchas das mulheres, nos Estados Unidos.

A data também é visível por protestos nas principais cidades do Brasil, com reivindicações de igualdade além de manifestações direitos que denigrem a mulher enquanto pessoa.

“Por certo, 8 de março é um dia de luta, à lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos nas violências que as mulheres sofrem exercendo apenas o direito de ser mulher; como o feminicídio, aborto e a própria diferença salarial”, observou Blay. Segundo ela, mesmo passado mais de cem anos das marchas das mulheres e de celebração da data, a evolução ainda é decrescente. “O que mudou na evolução atual, é que hoje conseguimos falar sobre essas questões. Antes, havia muito receio. Tudo ficava entre quatro paredes.

Redação

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Redação do jornal Gazeta Informativa
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