Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Até que enfim, né?

Imagem Ilustrativa

Não sei você, mas eu já estou de férias, o que é maravilhosamente bom. Eu sei que todo mundo diz que se você trabalha com o que você gosta, e faz o que ama, trabalhar será sempre divertido, mas quando você é um estudante, seus momentos de fazer o que lhe deixa feliz são delimitados por um horário, geralmente, nada legal (menos as minhas sextas-feiras, que tinham duas aulas de história, duas de português, uma de geografia e uma de filosofia, além de ser sexta-feira, né…).

Embora minhas férias tenham começado de um jeito meio podre, pode-se dizer, com vestibular no primeiro final de semana, eu estive pensando: Para que servem as férias? Aliás, desculpe-me pelos meus intensos e costumeiros questionamentos ao sentido das coisas simples da vida, mas acho que todo mundo chega em um momento no qual nada mais parece fazer sentido. Porque se você pensar bem, as férias são um período esquisito, você fica em casa apenas existindo ou deveria estudar? O que você faz nas suas férias?

Eu, por exemplo, me interno na frente da minha querida maquininha de costura e de lá poucas coisas me tiram, só a minha série ou algum convite muito, mas muito, mas muuuito bom para ir à algum lugar, até porque em Samas City não tem muitos lugares para adolescentes frequentarem, tanto que tenho amigos que não suportam mais ficar em casa e combinam de dormir uns nas casas dos outros uma vez por mês para acabar com a monotonia. Mas eu gosto da calma de São Mateus, de saber que se eu quiser posso chegar a qualquer ponto mais central da cidade em até meia hora a pé e sozinho, o que já é um luxo que não se tem em cidades maiores.

Mas, voltando para as férias, se formos pensar pelo lado que não deveríamos ser “inúteis” por três semanas, porque seria um completo desperdício de tempo, o que deveríamos fazer? Maratona de séries? Assistir todos os filmes já lançados esse ano? Passar o dia inteiro no Facebook? Trocar o dia pela noite? Ir dormir às quatro e meia da madrugada e acordar às oito da manhã ou dormir o máximo tempo possível? Se entupir de porcarias até não conseguir mais ou fazer um “projeto inverno” na academia? Ver seus amigos todos os dias ou dar uma folga de olhar para as carinhas deles por um tempo?

Enfim, ainda que eu esteja completamente indignada que nem mais as férias façam sentido para mim, a menos que você viaje, porque em uma viagem você relaxa, não tem louça para lavar, cama para arrumar, dia gasto para faxina, e faz uma coisa completamente diferente do usual, acho que devemos tomar esse tempo livre para fazer aquilo que fomos acumulando ao longo de seis meses, como aquela limpeza que deveríamos ter feito aos poucos no celular mas acabamos apenas adotando um cartão de memória, ou aquela faxina que as prateleiras do quarto estão precisando mas você preferiu, por um semestre, ignorar, ou então fazer todas as receitas que salvamos da timeline do Facebook porque parecem gostosas que, eu não sei você, mas para mim, nem metade dá certo ou é possível de pagar por todos os ingredientes.

E, no fim, no último dia das férias, quando estiver passando o Domingão do Faustão e bater aquela bad padrão porque caiu a sua ficha de que amanhã é segunda e tudo começará de novo, teremos apenas cumprido as nossas obrigações que postergamos pelo maior tempo possível. Mas as férias são maravilhosas, porque você pode ser levemente inútil sem muito peso na consciência e fazer coisas completamente diferentes do que você faz todos os dias.

Beijos, Anna.
annajulia.reginato@yahoo.com.br

Anna Julia Reginato

Anna Julia Reginato

“Opa, opa, opa, quem é essa doida aqui? ” Eu sei que você deve estar se perguntando isso. E eu respondo a sua interessantíssima pergunta! Eu sou a Anna Julia, tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e realmente faltam alguns parafusos dentro da minha cachola, mas fazer o que? Como diz o Chapeleiro Maluco: as melhores pessoas são assim. “Nossa, 16 anos, o que que ela sabe sobre a vida para escrever uma coluna? ” Outra excelente indagação, caro leitor. Sabe o que eu sei? O monte de doideira que todo adolescente vive. Eu não sou “vida loka”, não vou muito em festas, nem tenho uma vida tããão agitada ou um círculo de amigos muito grande, mas meu mundinho é bem diferente, pode ter certeza. Por exemplo: não são muitas as pessoas da minha faixa etária que gostam de ler e escrever, mas eu amo! Inclusive aqui vos escreve alguém que pretende cursar Jornalismo. Sabe por quê? Porque eu sou especialista em falar e adoro conversar.
Anna Julia Reginato

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