Hospital Dr. Paulo Fortes mantém serviços laboratoriais com empresa de fora de São Mateus do Sul. (Fotos: Hugo Lopes Júnior/Gazeta Informativa)

A situação tomou conta das redes sociais e se trata da prestação de serviços dos laboratórios de análises para o Hospital e Maternidade Dr. Paulo Fortes. Procuramos esclarecimentos dos fatos.

Em conversa com a direção do hospital, a presidente Eliana Márcia Paulista, o tesoureiro Ailson Tavares e a diretora do hospital Adriana Silva, nos passaram a seguinte situação: a direção do hospital recebeu carta dos representantes dos laboratórios que prestam serviços ao hospital, mencionando que não renovariam o contrato de prestação de serviços, nos mesmos moldes que estava acontecendo. O hospital informou a reportagem que os valores pagos aos serviços laboratoriais eram de acordo com valores recebidos da Prefeitura Municipal, através de convênio de prestação de serviços e que esses valores não haviam sido realinhados pelo Executivo Municipal, onde o hospital não tinha como arcar com mais essa despesa. Mesmo entendendo que há algum tempo não há reajuste por parte do município, ainda mais que outras reduções de repasses foram feitas pelo Município, tendo o hospital que reduzir funcionários para se adequar e não reduzir atendimento na Clínica Médica. Segundo o hospital, o valor repassado pela Prefeitura é integralmente destinado aos laboratórios para ficarem de plantão e atenderem as necessidades do SUS. Planos de Saúde e particulares são à parte. E o contrato previa o pagamento por plantão semanal, para cada um dos laboratórios, independente da quantidade de exames requisitados, pois, segundo hospital, pagava-se a disponibilidade do plantão.

Nas correspondências enviadas pelos laboratórios ao hospital, eles mencionaram que a partir do dia 31 de março não mais atenderiam nos moldes do contrato que existia. Nisso, o hospital providenciou outro laboratório para atender sua demanda. No entendimento do hospital, havia sido deixado claro que não poderiam reajustar os valores e, como os laboratórios não aceitaram o mesmo valor, o contrato estava encerrado.

Atualmente, o hospital é atendido por um laboratório de Canoinhas e os exames vão duas ou mais vezes por dia para lá, mas agora é pago por procedimento realizado, mais o custo do transporte, que é feito dentro das normas técnicas exigidas. Os procedimentos são pagos pelos valores do SUS. Os resultados são enviados via on-line, assim que prontos, e impresso também. Quanto algumas críticas veiculadas nas redes sociais sobre alteração dos resultados pelo transporte, o hospital explica que alguns exames específicos (Urucultura, Antibiograma, Citologia, TSH, etc.) realizados pelos laboratórios da cidade são complementados fora, e que isso não é empecilho algum.

A direção do hospital deixou bem claro que, diferente de divulgação em redes sociais, o hospital não deixou um único dia de assistir os pacientes do SUS e que sempre esteve à disposição para uma reunião com os laboratórios, mas não foram procurados.

Houve uma conversa com Adelaide Minervini, representante de um dos laboratórios da cidade que prestava serviço ao Hospital, e ela fez algumas colocações. Primeiro, que faz alguns anos que não há reajustes dos valores dos serviços prestados ao hospital e que já haviam se manifestado a respeito com a direção do hospital. Os insumos dos exames, os colaboradores que prestam serviços, a gasolina para deslocamentos, aluguel e outras despesas tiveram reajustes ou aumento de valores e a ideia era chegar num bom termo.

Segundo Adelaide, após as comunicações sobre os serviços, os representantes dos laboratórios esperavam que a direção do hospital marcasse uma reunião para decidir os rumos a serem tomados em conjunto, afirmando que, além dos valores, haviam algumas reivindicações de ordem práticas a serem atendidas também. São muitos anos de serviços prestados entre ambos.

Os laboratórios ficaram surpresos com o rompimento dos serviços e a não realização de uma reunião entre o hospital e os laboratórios. Se houvesse um consenso, eles poderiam continuar prestando atendimento ao hospital, tanto que os mesmos tipos de serviços continuam sendo realizados no Pronto Atendimento e Sentinela-Covid, incluindo o regime de plantão. Sendo assim, as colocações de que não queriam cumprir plantão, mencionados nas redes sociais, não é verídica.

Adelaide Minervini disse que não houve briga ou desentendimento algum entre as partes, que respeita a decisão do hospital, inclusive faz parte como sócia. Citou também que espera que a situação seja resolvida da melhor maneira possível para o hospital, disse que os laboratórios estão todos à disposição do hospital, da Prefeitura e da população, zelando sempre pelo bem de todos. Ficando apenas uma preocupação no sistema adotado pelo hospital, no caso de um exame de emergência, que necessita do resultado o mais rápido possível.

Hugo Lopes Júnior
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