Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Audiência no TRT-PR sinaliza conciliação sobre a greve na SIX

Petrobras concordou com a retomada da jornada de oito horas para o regime de turno com cinco grupos. Nova audiência na sexta-feira (14) pode selar acordo e encerrar a greve que já dura 41 dias. (Foto: Davi Macedo/Sindipetro PR e SC)

Petrobras concordou com a retomada da jornada de oito horas para o regime de turno com cinco grupos. Nova audiência na sexta-feira (14) pode selar acordo e encerrar a greve que já dura 41 dias. (Foto: Davi Macedo/Sindipetro PR e SC)

Uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) foi realizada na manhã desta terça-feira (11) e teve importantes avanços no sentido de resolver o impasse que ocasionou a greve na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul.

A Petrobras concordou em retornar com a jornada de oito horas para o regime de turno ininterrupto de trabalho com cinco grupos em revezamento e apresentou uma proposta de tabela com ciclo de 35 dias, sendo 21 de trabalho e 14 de folga, mantendo a relação de trabalho/folga em três por dois (três dias de trabalho por dois dias de folga).

Apesar de ter apresentado um modelo de tabela, a empresa insistiu na definição de parâmetros para a elaboração de uma nova tabela de turno. Essa questão e outros pontos, tais como o desconto e/ou compensação dos dias parados, serão objetos de negociação entre os representantes jurídicos de ambas as partes.

Uma nova audiência de conciliação ficou designada para a próxima sexta-feira (14), às 15h00, na Sala de Sessões Juiz Alcides Nunes Guimarães do TRT-PR, em Curitiba. A expectativa é de que até lá seja construída pelos advogados uma proposta que possa solucionar o impasse e encerrar a greve, que completou 41 dias nesta terça-feira.

Cabe lembrar que a greve é motivada pela imposição por parte da Petrobras de uma tabela de turno que reduz de oito para seis horas o turno, mas que aumenta os dias laborados no mês e, consequentemente, diminui o número de folgas, causando prejuízos financeiros e para o convívio social e familiar dos trabalhadores. Além dos danos causados à categoria, a medida caracteriza descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobras.

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