Política e Cidadania

Auditoria Pública é realizada nas urnas da 12ª Zona Eleitoral

Urnas eletrônicas utilizadas em São Mateus do Sul e Antonio Olinto passam por auditoria junto à comunidade. (Foto: Alexandre Müller/Gazeta Informativa)

O Tribunal Eleitoral de São Mateus do Sul, promoveu na sexta-feira (19), a auditoria das urnas eletrônicas que serão utilizadas no 2º turno na 12ª Zona Eleitoral (ZE) e contou com a presença de autoridades e da comunidade em geral.
As 147 urnas receberam a carga com os dados do processo eleitoral do 2º turno que escolherá no Paraná o candidato ao cargo de presidente da república. Deste número total de urnas, 124 oficialmente são utilizadas nas sessões e as demais compõe as urnas de contingência, que são aquelas que ficam reservadas caso aconteça algum problema nas urnas durante o processo de votação.

A auditoria que teve início às 15h e foi presidida pelo juiz eleitoral, André Olivério Padilha, teve como principal objetivo propiciar à comunidade o conhecimento de como funciona o processo eleitoral através da utilização das urnas eletrônicas. Participaram da auditoria, o prefeito Luiz Adyr Gonçalves Pereira, o deputado eleito, Emerson Bacil, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Márcio Staniszewski, presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Nereu Dal Lago e eleitores que foram convocados pelo cartório eleitoral depois de promoverem manifestação sobre fraudes no sistema eleitoral.

A urna eletrônica é o sistema usado para registrar e contabilizar os votos nas eleições. Foi introduzida pela primeira vez no processo eleitoral de 1996. O sistema eletrônico de votação é formado pelo software (parte virtual, programas) e hardware (parte física e eletrônica).

A urna eletrônica possui dois terminais: o do mesário e o do eleitor. No terminal da mesa receptora o mesário digita no teclado o número do título do eleitor para verificar se ele pode votar. O terminal do eleitor é usado para registrar o seu voto.

O juiz eleitoral salientou que na urna existem tecnologias de criptografia que têm a função de impedir fraudes no sistema e são geradas assinaturas digitais que protegem os dados de candidatos, da votação e os resultados. Outra característica a favor da proteção dos dados é que a urna fica ligada apenas à energia elétrica, ou seja, não é ligada à internet ou a outros computadores.

Os eleitores presentes puderam acompanhar a auditoria em urnas escolhidas aleatoriamente pelos presentes e também, aquelas utilizadas em suas sessões eleitorais, além de proverem o teste pessoalmente nas urnas e verificar a legitimidade do processo.

O Registro Digital do Voto (RDV) que é o registro da urna onde os votos dos eleitores são arquivados, registra exatamente o que o eleitor digitou na urna: o candidato, a legenda do partido, os votos nulos e os votos em branco. Para manter o sigilo não é possível vincular um eleitor ao seu voto, porque cada voto é gravado aleatoriamente e não pela ordem em que foi digitado.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
Sessão da Câmara mais curta atendendo toque de recolher
Projeto Parlamento Jovem elege novos vereadores mirins
Saiba mais sobre as hipóteses de transferência temporária de seção eleitoral dentro do município