(Imagem Ilustrativa)

Segundo o cientista, professor, astrônomo e biólogo americano, Carl Sagan (1934 – 1996), “A imaginação nos levará, com frequência, a mundos que nunca existiram, mas sem ela não iríamos a lugar nenhum.”

Mundos são construídos a partir de visões, ou de pequenas coisas valiosas e que nem sempre nos damos conta de que o são. Como sempre tenho dito, tudo o que o homem é capaz de sonhar, pode concretizar. Então, imaginamos nossos mundos, fazemos previsões, nossas pesquisas, nossos inventos ao longo desses milhões de anos da curta existência de nossa espécie.

Hoje, com base no conhecimento que possuímos, podemos até achar engraçados alguns inventos, algumas teorias propostas por nossos antepassados. No futuro, talvez muitos riam de nossas proposições atuais. Mas os mundos imaginados só são descobertos ou criados depois de os sonharmos e pela existência de pessoas que compartilhem tais sonhos conosco. Se todos os cientistas, inventores e empreendedores tivessem se preocupado exageradamente com as chacotas dos incrédulos, talvez ainda estivéssemos ocupando cavernas, ou na melhor das hipóteses, fazendo navegações limitadas a uma “terra plana”.

Hoje falamos muito em automação, de uma nova Revolução Tecnológica e achamos que isto é um pensamento moderno. Acredito que, se não fosse pela nossa insistência em destruir aquilo que não acreditamos ou tentando extinguir os pensamentos daqueles que consideramos inimigos ou opositores, ocuparíamos um patamar mais elevado na escalada tecnológica.

Se pararmos para relembrar quantas civilizações e seus conhecimentos foram destruídos ao longo da história, talvez nos déssemos conta do quanto mal fizemos para nós mesmos.

Por exemplo, na mitologia grega citasse Hefesto. Para eles, o “Ferreiro dos deuses” criou o primeiro autômato (máquina capaz de reproduzir determinados movimentos mecânicos com base em uma “programação”) que existiu foi Talos, um gigante forjado em bronze, que protegia a ilha de Creta arremessando pedras contra os navios dos inimigos.

Foi também um engenheiro e matemáticos grego, contemporâneo de Jesus Cristo, um dos inventores dos primeiros autômatos ou robôs já inventados, segundo algumas descobertas.

Heron de Alexandria, foi um dos gênios que ocuparam espaço na cidade egípcia, colonizada pelos gregos, em alguns séculos de prosperidade científica e tecnológica da antiguidade, até que sua famosa biblioteca fosse destruída e seus livros queimados, talvez para aquecer a água de casas de banho.

Heron deixou vários tratados como “A Métrica” e “A Pneumática. Seu livro “Os Autômatos” (Automata) é considerado o primeiro livro de robótica. Inventou o primeiro motor à vapor documentado da história (muito antes da Primeira Revolução Industrial), a Eolípila, um aparelho composto por uma câmara com tubos curvados, por onde o vapor da água aquecida seria expelido, fazendo com que a câmara girasse.

No mesmo livro descreve aparelhos similares ao teodolito e ao hodômetro. E por aí vai… Imaginem quanto conhecimento destruímos, quanto tempo perdemos na nossa busca pelo conhecimento. Este é só um exemplo onde, por motivos políticos, religiosos e outras questões, paramos por algum tempo o nosso processo evolutivo.

Quando olho para os mais jovens, os admiro pelo seu ideal de transformação, pela busca de um mundo melhor. Mas se puder, deixo um conselho: deixem de lado os preconceitos, o ódio a quem pensa diferente e, o mais importante, respeitem os feitos passados, pois é com base nesse conhecimento que se desenvolveu tudo que sabemos, tudo o que temos. Precisamos olhar para traz para compreender o que somos, conhecer os erros cometidos e que não devemos repetir. Não se evolui apagando os registros históricos, matando os sonhos e ideias de pessoas e civilizações.

Como dizia a frase famosa de um canal de televisão, são as perguntas que movem o mundo, não as respostas. Então, pensemos, respeitemos opiniões e não nos abatamos ou paralisemos diante das dificuldades, não sejamos apenas autômatos, afinal fomos dotados de inteligência para questionar sim, melhorar sempre. Revolucionar não é sinônimo de destruir, mas uma forma de complementar, criar, pois nada está acabado e é nossa missão continuar.

Adnelson Borges de Campos
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