A bailarina participou de 3 competições e foi campeã em todas no ano de 2020. (Fotos: Arquivo Pessoal)

Sara Vieira da Silva Rocha tem apenas dez anos de idade. Ao seu lado a mãe Camila Vieira da Silva Rocha e o pai Felipe da Silva Rocha como incentivadores de um sonho: dançar profissionalmente. “Dançar para mim é tudo, eu amo. Quando eu entro no palco, eu vou dançar, eu esqueço de tudo que está ao meu redor e me entrego na dança”, explica a bailarina, vencedora dos três festivais que disputou em 2020.

A mão do pai nos festivais neste ano, por conta da pandemia, foi crucial. Por ser filmmaker – profissional ligado diretamente à realização do cinema e produções que lhe conferem a qualidade de cineasta – Felipe filmou a filha dançando. A inscrição e participação não foi presencial e sim por vídeo encaminhado para a organização dos eventos, sem cortes, em audiovisual gravado pela família com a filha dançando.

Ao invés dos dançarinos se apresentarem no palco rodam os vídeos e os jurados avaliam. No caso, Sara faturou o 1° lugar solo Jazz infantil no Festival Movimento em Pauta (Curitiba), dia 26 de setembro. Depois, em 8 de novembro, o 1° na mesma categoria no Festival Internacional Dancaraxá, Minas Gerais, e em 20 de novembro mais um 1° Lugar no Festival Internacional de Dança Backstage, na Bahia.

Para produzir o vídeo da filha, e proprietário da empresa Harvest Fims se utilizou do espaço do Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE). “Eles cederam o local para a Sara e meu marido fez a produção do vídeo”, explica Camila. “A coreografia em si fala sobre dançar nas estrelas. Então a ideia seria colocar muitas luzes no cenário”, acrescenta a mãe. Tudo gravado pelo pai, sem cortes, e usado nos festivais.

Inspiração e empenho

“A Sara iniciou na dança com dois anos, começou fazendo apresentações na igreja. Passando um tempo ela começou a participar do A2 [Escola de Dança da professora Tatiane Franco]”, recorda a mãe. Ali, a menina conheceu Marina Siben. “Quando ela viu a Marina dançando foi uma inspiração. Ela queria muito dançar e aprender”, recorda Camila Vieira da Silva Rocha.

“A Sara sempre foi muito dedicada e esforçada. Então decidimos que iríamos investir em aulas particulares para ela”, acrescenta a mãe. Fato é que o treinamento e a dedicação tiveram a recompensa. “Ela treinou muito esse ano, três vezes na semana com aulas particulares e treinava todo dia em casa. Sara sempre foi muito focada e sonha em dançar um dia profissionalmente”, destaca Camila.

Os pais contrataram professora e incentivam a filha, se orgulhando dos resultados alcançados.

“Eu competi com meninas muito boas. Então, eu fiquei muito feliz quando eu ganhei, muito feliz. Ainda mais que era internacional. Eu até chorei e fiquei muito grata a Deus”, frisou a menina que venceu, simplesmente, os três festivais em que foi inscrita. Sara deixa um recado: “Eu quero mandar também uma mensagem para quem gosta muito de dançar. Se dedique e acredite em você que você vai conseguir”.

“Nossa, nós ficamos muito felizes, sabemos o quanto a Sara ama fazer isso e isso é fruto da dedicação e amor que ela tem por dançar. Apoiamos ela no que for preciso”, afirma a mãe. “Eu sempre acreditei na Sarinha!”. Mesmo entendimento e sentimento do pai. “Orgulho em saber que a dedicação e empenho começaram a trazer resultados”, ressalta o videomaker Felipe da Silva Rocha.

Treinamento e resultado

Treinar e se aperfeiçoar, com dedicação e esforço. Além de inspirar, a missão de orientar tudo isso é de Marina Siben: a professora que se orgulha da aluna. “É muito gratificante ver o que a Sarinha vem conquistando. A Sara faz aulas todos os dias e trabalha muito para evoluir. Então ver o que aplicamos em sala ir para fora, chegar em mais pessoas, é um sentimento único”, frisa a também bailarina.

“Ela é muito dedicada e sempre dá o melhor de si para alcançar nossos objetivos, e estamos alcançando, eles”, observa. Este ano de 2020 impôs um desafio à parte: manter o foco e seguir ensinando. “No início da pandemia, iniciamos com as aulas remotas. E sempre procuramos inovar todos os dias para que as crianças se mantivessem focadas, mas ao mesmo tempo continuassem animadas”, conta Marina.

Mais recente, mudou um pouco, mas a arte ainda sofre com a adaptação e precisa da professora criativa. “Após a mudança dos decretos, iniciamos as aulas presenciais e estamos limitados porque a dança é muito sobre contato e movimentação, então está em um processo de adaptação ainda. O planejamento agora é totalmente diferente do que o início, exige mais criatividade para se adaptar ao novo normal”.

Somado, ainda, da ausência de maior reconhecimento e valorização. “A dança, como arte, ainda está num processo de busca pela valorização, e a mídia é uma maneira de valorização. E a importância da Sara ser reconhecida internacionalmente mostra que a nossa cidade tem uma artista muito talentosa que precisa ser reconhecida pelo seu trabalho, e tem muito para somar’, descreve Marina Siben.

Marina foi quem inspirou Sara e tornou-se professora da campeã em festivais.

A professora de Sara iniciou como bailarina em 2012 e segue se aperfeiçoando continuamente. “E descobri a dança como a minha paixão, e nunca mais deixei de lado. Todos os meses faço um curso da área para poder adquirir mais conhecimento na área. Em 2020, iniciei o curso de Dança na Faculdade de Artes do Paraná, simultaneamente com o curso de Educação Física”.

Atualmente Marina Siben não está em nenhum grupo de dança, apenas atuando como professora. “Eu comecei a dançar em casa assistindo o programa de dança Dance Moms. Em seguida iniciei na Manu Pilates e Dança, com a professora Emanuelle da Silva. Depois participei da RGA com a Lady, do Centro da Juventude, com o Antônio Marcos e no Karolinka com a professora Joceliane”, relembra.

Sidnei Muran

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