Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Bebês peludos

Imagem Ilustrativa

Acho que todo mundo conhece aquele ditado: Alegria de palhaço é ver o circo pegar fogo. Por mais que você pesquise, não vai encontrar um significado sólido, então depende de nossas cabeças interpretar esse enigma. Como disse uma amiga minha, esse ditado nunca fez tanto sentido como na semana passada.

Eu começaria indo direto ao assunto, mas, sinceramente, quando eu sentei com meu notebook esta semana para escrever essa coluna, eu não tinha a menor ideia sobre o que escrever. Eu fiquei uma meia hora olhando para a tela em que deveria estar aparecendo palavra após palavra (que, aliás, estava com uma intensidade de brilho quase ridícula de alta porque eu não sou um hacker e só quase hackers sabem como arrumar isso, né?) e… e… EEEE… Não me veio nada.

Até que eu escuto um barulhinho que me irrita muito: o da Flock, minha cadelinha, se lambendo. Por que me irrita? Simplesmente porque não importa se você deu banho no tanque de casa com água a -10° (temperatura habitual da água que sai de qualquer torneira em São Mateus do Sul) ou mandou ela na primeira classe de avião tomar banho no pet shop mais chiquérrimo da Europa que usa água da Voss*, ela vai se lamber trinta segundo depois. Por que ela faz isso? EU TAMBÉM QUERIA SABER.

E não me chame de dona desnaturada, já testei um monte de xampus nela e ela não tem nenhuma alergia. Mas a gente tem que descontar certos defeitinhos. Afinal, nem é tãããão incomum você lamber cada milímetro quadrado do seu corpinho, né?

E como a Anna gosta muito, muito, muito de cachorros e qualquer coisa que ela vê sobre eles ela fica AAAAWNNNT, ela começou a pensar como, cada vez mais, os animais de estimação estão sendo tratados como “pessoinhas”. Por exemplo: faz algumas semanas que eu e minha irmã fomos com a nossa tia em uma loja E-N-O-R-M-E de coisas para cachorro. Eu nem sabia que existiam tantos tipos diferentes de vasilhas para água e comida. Sem brincadeira, tinha uns 50 modelos diferentes, isso sem contar os mais diversos tamanhos e cores.

O tratamento cada vez mais minucioso e até exagerado com esses bichinhos está fazendo com que eles cheguem a desenvolver “doenças humanas”, como a depressão, que já ocorre com muitos cachorrinhos e que tem de ser tratada com remédios e mudança de rotina do (s) dono (s) para que seja possível dar mais atenção aos nossos amigos peludos.

Por diversos fatores, segundo especialistas da área de veterinária, é necessário tomar muito cuidado para não tornarmos nossos animais, seres humanos. Existem pet shops que chegam a oferecer tratamentos relaxantes com sais em ofurôs para cães que não recebem muita atenção de seus donos. Parecido com o que está acontecendo com alguns filhos que têm pais muito ocupados para darem-lhes atenção e acabam sendo “compensados” por isso com iPhones 7 Plus aos 9 anos, não? Mas as crianças são assunto para uma próxima coluna…

Na verdade, esse tratamento artificial à outra espécie, geralmente é mais prejudicial à saúde dos bichinhos do que para o nosso bolso. Temos sempre que lembrar que eles são nossos bebezinhos (até eu chamo a Flock de filha), tradicionalmente os melhores amigos do homem, mas ainda são animais e não entendem que quando você está limpando a casa eles não podem ficar sapateando de um lado para o outro.

*Voss: “[…] brota naturalmente de uma fonte no sul da Noruega, no deserto gelado, sob uma formação rochosa protegida do ar e de qualquer tipo de contaminação externa. A marca possui quantidades reduzidas de minerais e sódio. Disponível em embalagens de vidro com ou sem gás, e na embalagem pet somente sem gás, a marca teve as garrafas, em formato de perfume, criadas por Neil Kraft, ex-diretor artístico da grife Calvin Klein. A embalagem PET de 330ml é a mais barata, e custa 12 reais. A mais cara, um Still & Sparkling de 800ml, sai por 26 reais.”

Fonte: http://exame.abril.com.br

Falando sério, não entendo essas coisas de “as melhores águas do mundo”. Desde que não tenha gosto, para mim é tudo água.

Beijos, Anna.
annajulia.reginato@yahoo.com.br

Anna Julia Reginato

Anna Julia Reginato

“Opa, opa, opa, quem é essa doida aqui? ” Eu sei que você deve estar se perguntando isso. E eu respondo a sua interessantíssima pergunta! Eu sou a Anna Julia, tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e realmente faltam alguns parafusos dentro da minha cachola, mas fazer o que? Como diz o Chapeleiro Maluco: as melhores pessoas são assim. “Nossa, 16 anos, o que que ela sabe sobre a vida para escrever uma coluna? ” Outra excelente indagação, caro leitor. Sabe o que eu sei? O monte de doideira que todo adolescente vive. Eu não sou “vida loka”, não vou muito em festas, nem tenho uma vida tããão agitada ou um círculo de amigos muito grande, mas meu mundinho é bem diferente, pode ter certeza. Por exemplo: não são muitas as pessoas da minha faixa etária que gostam de ler e escrever, mas eu amo! Inclusive aqui vos escreve alguém que pretende cursar Jornalismo. Sabe por quê? Porque eu sou especialista em falar e adoro conversar.
Anna Julia Reginato

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