Registros do acampamento do fim de semana. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Se eu pudesse colocar alguns lugares específicos dentro de uma bola de vidro para ficar olhando quando quisesse fugir da rotina, com certeza eu colocaria a cidade de Antonio Olinto, não só pelas cachoeiras escondidinhas em algumas propriedades, mas também pelo acolhimento das pessoas que lá vivem.

No último fim de semana eu e alguns amigos decidimos acampar em uma dessas propriedades, e o fim de semana foi melhor que o esperado. No começo do ano escrevi uma reportagem aqui no jornal sobre como é ter uma cachoeira no quintal de casa, algo que é comum no município vizinho. Conheci algumas paisagens e de quebra fiz uma amizade muito forte com algumas famílias. Sabe quando você vai em um lugar que te transmite um sentimento leve? Foi exatamente isso que senti quando cruzamos a primeira porteira para chegar na casa da família Kurpiel.

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A oficina de madeira na beira da estrada era a primeira visão que tínhamos. Já na cerca, podíamos observar algumas vacas se alimentando do gramado da frente – alguns bezerrinhos de pernas bambas também brincavam por ali. Descendo um pouco mais, conseguimos observar ao lado direito uma extensa plantação de ameixa, que dá seus primeiros sinais de preparo para o início das flores que depois darão lugar aos doces frutos.

Um forno de madeira logo na primeira descida me faz pensar que em épocas de inverno aquele lugar seria ideal para algumas sapecadas de pinhão. Inclusive quando lembro do frio, penso o quão bonito aqueles pinheiros ficam na paisagem de geada que deve se estender por todas as gramas, telhado da casa e as subidas da estrada. Quando passamos a segunda porteira já conseguimos ouvir o som de água caindo sob as pedras. Sabe quando chove muito forte durante a noite e faz aquele barulhinho gostoso para dormir? É exatamente desse jeito. Todos os dias por 24 horas.

A casa de madeira da família e a pequena fábrica de móveis dividem espaço com a última porteira que nos leva diretamente para a cachoeira no quintal. Um gramado ainda maior e as florestas preservadas dividem espaço com algumas vacas que passeiam vez ou outra por aquele lugar. Valentina, neta da família, gosta de passar a tarde brincando com as primas na água rasa, e me diz baixinho que seu lugar favorito dali é a imagem de Nossa Senhora Aparecida, localizada na alta pedreira.

Sou extremamente grata em ter conhecido toda a família de Silvestre. Sua simpatia, simplicidade e cuidado com a propriedade anima e me faz ter vontade de compartilhar essa experiência com todo mundo que conheço. Eu e meus amigos agradecemos o mel, o espaço para as barracas e também o sal grosso que esquecemos de trazer. Se eu pudesse colocar alguns lugares específicos dentro de uma bola de vidro, essa propriedade ficaria em uma só para ela!

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