Prismas

Buscando o fim do túnel

(Imagem Ilustrativa)

Quando fui procurar por uma imagem para a Coluna desta semana, percebi, pela quantidade disponível, que o tema já está muito batido. Entretanto arriscarei escrever mesmo assim. Como dizia um outro autor “não há história que não tenha sido contada, o que sempre muda é a forma como a escrevemos”. Quem sabe eu consiga uma abordagem diferente.

Imagine que você está num longo túnel. Ele é pouquíssimo iluminado, estreito, úmido e quase sem ventilação. Se você for claustrofóbico, talvez queira parar sua leitura por aqui, mas lhe asseguro que chegaremos ao fim dele.
É difícil caminhar através do túnel, pois você leva uma carga pesada, mas que é importante para você. Assim, não a deixará pelo caminho. Suas pernas já estão cansadas e a umidade acentua o calor que você sente.

Há apenas silêncio. Você fala, questiona, mas apenas obtém como resposta o retorno, o eco de sua própria voz que rebate na parede da curva do túnel, curva essa que o impede de enxergar o final de sua jornada.

Algumas vezes você pensa que seria bom encontrar alguém no percurso, para diminuir a solidão, outras prefere continuar sozinho, para que não percebam a sua dificuldade na jornada. Assim, cada som diferente que você ouve lhe assusta.

Muitas vezes em nossa vida nos sentimos num túnel como este, sem muitas alternativas, sem companhia, sem recursos. Assim, nossas opções são mais limitadas e não há muito o que decidir, o que escolher. Talvez o que nos reste é suportar e fazer o melhor possível para continuar na caminhada. Torcemos para que depois da curva reste menos do trajeto do que imaginamos e quem sabe possamos ver um pouco mais da luz, sentir um bocadinho da brisa, do ar fresco que talvez sopre lá fora.

Acredito que não haja um túnel infinito, então, a situação é temporária. Eu lhe digo que a sua maior dificuldade estará justamente lá do outro lado do túnel. Lembre-se que dentro dele, as alternativas são limitadas, os recursos são escassos. Assim, pode parecer estranho, mas as suas decisões são mais fáceis, justamente pela falta de opções.
Já quando você der os primeiros passos, do lado de fora, sua visão será de 360º, é terá um mundo todo diante de você. Várias opções de caminho. Bilhões de pessoas a sua volta. Então, o que você fará?

Talvez alguns digam que é mais seguro dentro do túnel, pois fora dele se expõem mais e o mundo exige que se tome decisões, cobra resultados.

Eu lhe asseguro que o lado de fora do túnel é o mais indicado, mas você precisa estar preparado para este momento. Aproveite cada passo difícil, cada obstáculo, cada inspirar e expirar dentro do túnel para construir as bases da sua caminhada fora dele. Valorize os passos da jornada dentro do túnel e fortaleça a sua musculatura para um novo percurso que aparentemente será mais leve, porém mais intenso, mais exigente.

Também aproveite cada momento ao ar livre e mantenha-se bem e preparado, pois a caminhada é longa e não há garantia de que não haja outro túnel no caminho ou outro obstáculo ainda maior a superar.

Adnelson Borges de Campos
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