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Cachorros são vítimas de maus tratos em hotel para animais de estimação em São Mateus do Sul

De acordo com testemunhas, não é a primeira vez que isso acontece na empresa. (Vídeo/Reprodução/Facebook)

O amor, o carinho e o cuidado pelos animais de estimação são importantes para manter a saúde e bem-estar do animal, que necessita de toda atenção. Em muitas cidades o serviço ofertado por hotéis dedicados a animais de estimação é a principal saída para levar o bichinho quando surge uma viagem.

Quando se é optado por este serviço, é responsabilizado e confiado a vida do animal de estimação para os proprietários e funcionários da empresa, que cuidarão para que nada de grave aconteça durante a estadia.

Nesta semana, um vídeo de briga de cães em um hotel desta categoria em São Mateus do Sul ganhou repercussão nas redes sociais. Nas imagens como mostra a foto desta reportagem, um cachorro de pequeno porte é atacado por dois cães maiores, que infelizmente levaram o animal à óbito.

De acordo com informações apuradas no caso, não é a primeira vez que isso acontece na empresa que disponibiliza este serviço de hotelaria para animais. Muitos comentários de repúdio tomaram conta da postagem, que através de apelos, instigam o alerta para o conhecimento do trabalho ofertado em locais como este.

Aceitando falar sobre este caso, a são-mateuense Sandra Duda Inda conta-nos como lidou com os ferimentos que o seu cachorro passou durante sua estadia na mesma empresa, que apesar dos machucados e sequelas presentes até hoje, felizmente o animal não veio a falecer como este último caso divulgado.

Segundo Sandra o fato com o Ted, seu cachorro, aconteceu em dezembro do ano passado. Ela optou pelo serviço porque necessitava viajar, “no sábado eles me enviaram fotos dele e ele ainda estava bem, nas imagens inclusive ele está com o cão branco que aparece no vídeo atacando o outro divulgado nesta semana”, conta.

“No domingo ficamos combinados que eles entregariam o Ted na casa do meu pai a tarde, como eles não chegaram no horário combinado, mandei mensagem para a proprietária, ela disse que era para deixar ele mais um dia pois estava bem sujo e já que eu chegaria tarde ele poderia ficar lá para no outro dia buscá-lo”, lembra.

Sandra recorda-se que comentou com a proprietária que não teria problema o animal estar sujo, como a saudade era grande, ela queria vê-lo o quanto antes. Dessa maneira, a proprietária da empresa foi até a casa do pai de Sandra, com o Ted dentro das gaiolas de transporte, “o que eu desconfiei, pois, a casa do meu pai é no outro lado da rua do hotel”, diz.

Ela comenta que o pai estranhou que o animal estava muito quieto, “ele percebeu que o Ted não andava e pensou que ele pudesse ter ficado na gaiolinha muito tempo ou estava cansado”. Assim que chegou de viagem, Sandra percebeu a situação que o animal se encontrava, com odor bastante forte de sangue e urina. “Entrei em contato com a dona do estabelecimento perguntando o que aconteceu e ela disse que nada, que ele havia brincado o dia inteiro e passava bem, e estava apenas cansado”.

Percebendo que não era isso que havia ocorrido, ela procurou veterinários para cuidar e salvar a vida do cachorro, que através de consultas chegaram na conclusão de que os ferimentos foram ocasionados por uma briga. “Como ele estava muito sujo fui orientada a tosá-lo e apenas quando ele foi tosado conseguimos ver o grande inchaço que ele tinha na cabeça, as mordidas no pescoço, cabeça e pernas, e o ouvido extremamente infeccionado devido aos ferimentos”, diz.

Com ajuda de advogados, Sandra foi orientada a ir até a delegacia, “desde então nunca mais falei sobre o caso com os proprietários do local”, ressalta. “O pessoal da empresa não prestou nenhuma ajuda, como citei acima, negaram o ocorrido e em momento nenhum se importaram nem ao menos em saber como ele estava”, informa.

Depois de quase dois meses, Ted ainda passa por processo de recuperação, e tendo como sequela uma deformidade na face. “O que eu mais fico indignada é que situações como a do vídeo poderiam ter sido evitadas, ao que sei, o Ted foi o primeiro acontecimento lá dentro, meu medo era acontecer com outros o que aconteceu comigo e com o meu cachorro, e infelizmente teve que ocorrer algo pior e chegar a essas proporções para que meus apelos fossem ouvidos”, defende.

Sandra ressalta que se sensibiliza muito com a situação das outras famílias envolvidas, pois sabe a dor que estão sentindo, e a única coisa que pedem é justiça.

A equipe da Gazeta Informativa buscou contato com a empresa de hotelaria para animais de estimação e não teve nenhum retorno.

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