Atual sede da Câmara de São Mateus do Sul. (Fotos: Gazeta Informativa)

No aluguel desde 2014, hoje a Câmara Municipal de São Mateus do Sul está na sua segunda sede desde que deixou a antiga instalação que pertence à Prefeitura. Em março o dono do imóvel e o inquilino (Câmara) devem contratar peritos para averiguar os valores e decidir ou não pela extensão do contrato.

De acordo com dados fornecidos pela contabilidade do Legislativo Municipal, a Câmara mudou para a sede atual em setembro de 2017 com o aluguel em R$ 5 mil por mês. Seguindo a correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), hoje o valor é de R$ 5.526,85.

Na sede anterior, onde a Câmara ficou de 2014 até de 2017, pagava-se cerca de R$ 6.608,50. Se continuasse lá hoje o valor seria R$ 6.692,09.

O aluguel é algo de que muitas pessoas sempre buscam fugir, com a conquista de uma casa própria. O atual presidente da Câmara, Omar Picheth, fala que com os prédios públicos é algo similar.

“Tanto aqui no Legislativo quanto no município inteiro a gente vê a prefeitura infelizmente pagando muito aluguel e eu acho que o Executivo municipal tem que construir os prédios, como a Câmara Municipal futuramente também tem que ter sua sede própria para deixar de pagar aluguel”, comenta Picheth. Ele mesmo faz alusão às famílias que buscam uma casa própria e ressalta que “é um dos grandes gastos do orçamento do cidadão, da família” e com os órgãos públicos não é diferente.

Há projeto pronto para uma sede própria da Câmara

Picheth conta que quando foi presidente do Legislativo pela última vez deixou um projeto para construção de uma sede própria montado. “Nós recebemos um terreno de doação do Município, ele pertence à Câmara Municipal ainda e tem um projeto montado, pago para ser executado”. Mas o projeto não saiu do papel pois na época foi resolvido devolver o dinheiro ao município por uma necessidade da Prefeitura.

A acessibilidade e a sustentabilidade devem ser marcas da sede que um dia será construída. “Se eu não tenho um prédio com acessibilidade, de que jeito vou cobrar do cidadão uma casa com acessibilidade? Se eu não tenho um prédio com o pensamento ambiental, de que jeito vou cobrar do cidadão o pensamento ambiental? Tem pessoas que acham que isso é bobagem, mas não é”, assevera Picheth.

Ele lembra de outras questões, como o consumo de energia, que afirma poder ser barateada com alternativas sustentáveis. O mesmo é dito sobre o consumo de água nos órgão públicos, pois “não temos cisterna para coleta de água e usamos água tratada, que é cara, para lavar calçada”.

Hoje a Câmara não conta com recursos em caixa para dar início a uma obra desse porte e, portanto, a construção de uma sede própria deve demorar.

Os prédios públicos devem ser pensados para o futuro

O projeto para uma nova sede da Câmara segue o princípio de que os prédios públicos devem ser projetados para atender as necessidades do futuro e não apenas as atuais. Picheth elenca que tanto o Executivo quanto o Legislativo estão carentes de prédios públicos “com qualidade e acessibilidade à população, conforto e lugar bom para o servidor público fazer seu serviço”.

Um dos exemplos que cita é dos CMEIs do município. Comenta que hoje “infelizmente, muitas escolas tem o banheiro quase junto com a cozinha. Vou dar um exemplo: o CMEI da Vila Americana, se qualquer pessoa de bom entendimento ir la ver já repara que aquilo é um lugar inviável para você ter a quantidade de crianças que tem lá. De que jeito um professor naquele desconforto, aperto, estrutura totalmente sem pensar, vai conseguir dar um ensino de qualidade”, elenca.

O presidente elenca que a nova administração, que assumiu a prefeitura em janeiro – e as futuras –, além da Câmara, não pensem apenas nos próprios governos, mas no futuro. O pensamento “tem que ser para 4, 8, 12, 16 anos, que a gente construa prédios que tenham essa vida útil”.

Alguns exemplos passados do município são trazidos por Picheth, como quando diz que “infelizmente mas com respeito a todos os outros administradores que passaram tanto pelo Executivo quanto pelo Legislativo”, foram feitos “centro de fisioterapia feito em pátio de escola, posto de saúde sendo feito em pátio de escola, já vimos capela municipal sendo feita no meio da rua, não é assim que você pensa o futuro”, ressalta.

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