Esporte

Campo do Atlético: retrato do abandono

Fotos: Alexandre Stori Douvan/Gazeta Informativa

Fotos: Alexandre Stori Douvan/Gazeta Informativa

Há anos se arrasta a promessa de reforma do Campo do Atlético de São Mateus do Sul e o que vimos até hoje foi descaso com os desportistas são-mateuenses.

A gestão passada da Prefeitura Municipal havia prometido a obra para duas datas que, obviamente, não foram cumpridas. O descaso com a verba pública e com os desportistas locais vai além do não-cumprimento dos prazos estipulados: a falta de cuidados com um dos símbolos do esporte municipal é alarmante. Com o mato mais alto que as traves, lixo e entulho espalhados pelo que outrora foi o movimentado Estádio Municipal causa revolta.

UNADJUSTEDNONRAW_thumb_b44Segundo informações cedidas pela Secretaria de Esporte e Turismo, a empresa vencedora da licitação foi a empreiteira Paulo Guilherme A. M. Cabral Eireli, pelo valor de R$ 568.960,34, com o prazo de 13/11/2013 a 07/05/2015. Em vistoria da Caixa Econômica Federal, em 2014, foi constatada “péssima qualidade da obra em geral e diversas outras irregularidades em sua execução”, entre elas, o fato dos alicerces das arquibancadas estarem previstos em contrato para serem pré-moldados, isto é, chegarem prontos ao local de instalação e, na verdade, terem sido fabricados no local. Essas circunstâncias geraram a paralisação judicial da obra das arquibancadas do Estádio Municipal, que somente poderão ser retomadas com liberação da justiça.

Em 29 de janeiro de 2015, a empresa responsável envia nota comunicando que paralisaria a construção, já que sua frente de trabalho se restringe ao ato da construção e, por esta permanecer embargada, não há o que fazer. Em 26/02/2015 outro projeto fora entregue, notificando um aumento de R$ 142.172,18 ao valor inicial. No primeiro semestre de 2015 a prefeitura pediu à empresa que retomasse os trabalhos, entretanto, por falta de repasses do Governo Federal, em 17/09/2015, a obra foi novamente paralisada. No último relatório divulgado, de janeiro de 2016, A PGC Engenharia realizou novo contrato mas, dessa vez, com intenção de abandonar a obra.

ABRIGO

É nítido àqueles que observam a deplorável situação do Estádio Municipal que suas obras inacabadas e sem vigilância tornaram-se ponto de encontro de usuários de entorpecentes, abrigo para mendigos e ponto de parada de vândalos, que depredaram as instalações dos vestiários (parte da obra que estava mais avançada), roubando chuveiros, vasos sanitários, torneiras etc.

Em uma das alas sob a arquibancada, onde o projeto aponta o futuro sanitário masculino, há colchões, panelas, roupas e outros utensílios daqueles que estão habitando as dependências. A Secretaria de Esportes se pronunciou sobre o caso alegando que a polícia nada pode fazer, mesmo que os sem teto sejam retirados dali, logo retornarão. Nenhuma medida efetiva foi tomada nos últimos anos.

REDUÇÃO DA VERBA

O Secretário de Esportes, Vilmar Ulbrich, afirma que pretende dar início a uma limpeza no campo, para que “ao menos possamos observar se há movimentação no campo e para melhorar a aparência do estádio que está localizado em uma área de intensa movimentação, tanto de munícipes quanto de pessoas de fora”.

Entretanto, a redução dos repasses à Secretaria, que até dezembro de 2016 era de R$ 765 mil ao ano e agora passa a ser de R$ 667.500,00 fará com que os planos de revitalização do campo andem a passos mais lentos, já que a verba é destinada ao fomento de todos os gêneros esportivos e não somente ao futebol ou demais atrações que possam fazer uso das instalações do Estádio Municipal Olívio Wolff do Amaral.

Estudante de jornalismo.

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