Odontologia e Saúde Bucal - Valéria Kruchelski Huk

Câncer bucal: um inimigo silencioso

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Queridos leitores, sei que o assunto câncer bucal já foi abordado em um dos primeiros artigos que escrevi para a coluna, porém, informações como esta nunca são demais.

Vocês puderam perceber, por meio de campanhas e propagandas, que o mês de outubro – conhecido como outubro rosa – dedicou-se ao combate e prevenção do câncer de mama. Assim, como o mês anterior, novembro – conhecido como novembro azul – chegou com uma campanha forte de conscientização e prevenção ao câncer de próstata. Campanhas como essas são de extrema importância porque é a partir delas que a população consegue se informar e adotar medidas preventivas contra o câncer.

O que pretendo com esse texto é atentar para o fato de não haver, ainda, um mês dedicado ao combate e prevenção do câncer bucal. Muita gente não sabe, mas o índice de câncer bucal tem aumentado nos últimos anos e isso está relacionado, principalmente, com a falta de informação e conscientização das pessoas sobre os fatores que causam o câncer de boca.

O câncer de boca mata! O câncer de boca está relacionado com hábitos como: exposição excessiva ao sol (e durante muitos anos) sem a devida proteção solar, também está relacionado com o hábito de fumar (cigarro, palheiro, charuto, etc) e o risco de desenvolver o câncer aumenta ainda mais se a pessoa ingere bebida alcoólica. Além disso, a má higiene bucal, dentaduras ou dentes que machucam a boca são fatores que também estão associados ao câncer de boca.

Previna-se! Pesquisas indicam que os pacientes de risco são homens acima dos 40 anos. Porém, mulheres e pessoas mais jovens, que estão expostas aos fatores citados acima também precisam ficar atentas.

As medidas de prevenção estão relacionadas à redução dos hábitos nocivos: fumar e ingerir bebida alcoólica. Além disso, usar protetor solar labial e bonés ou chapéu ajuda a combater o câncer de lábio. Importante: muitas vezes o câncer bucal aparece silenciosamente, ou seja, não há nenhuma sintomatologia, não há dor. Nessas horas, o dentista pode ser seu amigo, pois ele é o profissional capacitado para detectar alterações como estas. Procure-o a cada seis meses e peça para que realize um exame bucal para verificar se não existem feridas na sua boca.

Caso você perceba feridas nos lábios ou na boca com mais de duas semanas e que não cicatrizam também procure o seu dentista.  Manchas vermelhas e brancas, caroços no interior da boca também devem ser avaliados.

Percebeu alguma alteração na boca e ficou em dúvida se é normal ou não? Procure o seu dentista imediatamente. Previna-se contra o câncer bucal!

Até a próxima semana.

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