Na primeira metade do século XX, ela foi a maior revista ilustrada nacional. Grandiosa até no tamanho (26x33cm), é quase impossível resistir à sedução de suas belíssimas imagens coloridas que nos atraem logo à primeira vista. São capas da Revista O Cruzeiro, lançada no Rio de Janeiro, como periódico semanal. Assis Chateaubriand é o nome do responsável por sua circulação, que teve início em 1928 e seguiu até 1975. Em geral, a revista trazia os valores segundo a sociedade da época neste semanário que foi um dos mais lidos no país. Estas imagens que selecionamos, são algumas capas, da coleção de revistas O Cruzeiro, que compõem o acervo da Casa da Memória Padre Bauer.

Na maioria das vezes, era um bonito rosto feminino (atrizes, celebridades da elite) maquiado, segundo a moda do momento, que aparecia em destaque toda semana. Um imaginário feminino construído na maior parte por homens. Reflexões à parte, estas capas eram verdadeiras vitrines! Conforme SERPA (2003, p.13), metade das páginas da revista era dedicada ao público feminino. Mesmo assim, a classe leitora, alvo da revista, eram mulheres das camadas mais elevadas da população, ou seja, uma minoria. Sendo uma revista ilustrada, privilegiava muito as imagens. Artistas famosos como Portinari, Anita Malfatti Di Cavalcanti foram alguns dos criadores de estampas para as publicações. Então, eis as capas!

Referência

SERPA, LeoníTeresinha Vieira. A máscara da modernidade: a mulher na revista O Cruzeiro (1928-1945) / Leoní Teresinha Vieira. – 2003. 180 f. Dissertação (mestrado) – Universidade de Passo Fundo, 2003.

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