(Imagem Ilustrativa)

Às vezes acontece a oportunidade de darmos uma de fotógrafo (quase) profissional, quando sou solicitado a fotografar casamentos, aniversários, crisma e mais raramente “books”, e lá vamos nós de câmera em punho a disparar alguns clicks.

Falando nisso, alguns causos curiosos já aconteceram nessa lida, e um deles foi no último final de semana, quando auxiliava um amigo a fotografar um casamento. Durante a cerimônia na igreja, enquanto eu fotografava, um garotinho de uns 4 anos que estava perto de onde me posicionei, me chamou com um gesto para que eu me aproximasse. Cheguei pertinho sem tirar o olho da cerimônia, e ele me disse quase cochichando ao meu ouvido, “Quero tirar foto que nem você” e sorriu pra mim. “Meu pai falou que você faz o jornal, e eu também vou fazer”. Achei um pequeno fã no casamento. Mostrei uma foto em que ele saiu e disse que depois mostrava mais. Ele sorriu e fez positivo com a mãozinha. Mais tarde na recepção do casório, eu mostrei pra ele mais fotografias e até o deixei bater umas, apesar de que achou muito pesada a máquina fotográfica. Trabalhar com fotografias de eventos é muito gratificante, registrar momentos que ficarão para sempre para as pessoas, e para alguns tem ainda um certo charme.

Outra feita estava com uma amiga fotografando uma cerimônia de Primeira Comunhão, ali em São João do Triunfo, auxiliando também, pois eram várias crianças ali. A ideia é sempre passar da maneira mais discreta possível, fazendo diversas fotos de diversos ângulos e assim a gente vai circulando. O padre, um tanto ranzinza, ficou incomodado com o barulhinho que a máquina fazia ao dar os clicks. Apesar de a máquina ser digital, diferente dos celulares, ela possui uma parte mecânica que faz barulho. E bem na hora da cerimônia, onde o som de música foi baixado e o padre parou de falar, só se ouviu os clicks, e o ele com uma cara zangada virou-se devagar para o meu lado e todos na igreja ficaram me encarando, como se dissessem “Não ouviu o padre dizer que era para ter silêncio?”, saí de fininho constrangido e fui fotografar do fundo da igreja.

Em outra oportunidade eu fui fotografar no interior a crisma de uma turma de jovens quando o responsável do local tentou me dissuadir de fotografar, pois tinham acordo com alguém para ter exclusividade, mas fiquei pra fotografar assim mesmo. Umas caras feias me olhando, mas isso durou até quando Dom Walter chegou para iniciar a celebração. Na entrada da igreja ele parou e me cumprimentou, me chamando pelo nome, as pessoas ao redor ficaram espantadas dele me chamar pelo nome. Antes do início da celebração, já no altar, Dom Walter pediu para que os familiares não avançassem para fotografar, dizendo que “Meu amigo Hugo, é um bom fotógrafo e fará um preço bem camarada pra vocês, assim não tumultuamos a cerimônia”, foi um espanto o fotógrafo ser amigo do Bispo. Quando da revista Conte, tive a oportunidade de entrevistá-lo e ficar amigo dele, assim sempre me cumprimentava onde nos encontrávamos, e me chamava pelo nome, sempre muito cordial e amigo. Recordo-me que ele sempre atendia a todos após a crisma, ficando às vezes mais de uma hora fotografando com os crismados e familiares, e eu ali sem perder uma foto sequer.

Esses foram apenas uns causos de tantos que já aconteceram entre eu e a minha Canon, nem tudo são flores, mas que é divertido é.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
O dom de ser professor
Pequenos e grandes aprendizados
Professor Gravatinha