Educação e Cultura

Chimarródromo é usado como palco para bandas locais

Foto: Divulgação

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O Chimarródromo de São Mateus do Sul que foi inaugurado no início de dezembro já está sendo utilizado como palco para apresentações de bandas locais. Um exemplo disso foi, domingo (13), o primeiro ensaio aberto da Angewitz, banda local criada por Gustavo Freitas, Helbert Tapia e Luiz Ormianin. Segundo os integrantes da banda, estima-se que, no auge do evento, mais de 150 pessoas estavam presentes. O ensaio foi divulgado apenas com alguns dias de antecedência, pelas redes sociais dos integrantes da banda e com cartazes pelo centro da cidade.

Segundo a Angewitz, a banda está em fase de ensaio para, em breve, lançar um EP (sigla de “extended play”, que nada mais é do que um CD com menos músicas, um formato consolidado já há muitos anos) de cinco músicas autorais, com distribuição gratuita pelo aplicativo Spotify.

Chimarródromo: São Mateus do Sul inaugura espaço público para promover a cultura do mate

Fotos: Assessoria PMSMS

A prefeitura de São Mateus do Sul, em parceria com o Conselho do Jovem Empresário (Conjove) do município, inauguraram na manhã de quinta-feira (03), o Chimarródromo – um espaço público onde a população terá água quente disponível para a realização de rodas de chimarrão no local. A ideia é consolidar o espaço como uma referência para a cultura do mate no município.

Participaram da cerimônia representantes do poder público, do setor da erva-mate, do comércio, lideranças políticas, estudantes e comunidade em geral, além dos apoiadores do projeto, que é uma parceria público-privada entre a prefeitura e empresários de São Mateus do Sul.

O Chimarródromo deve contribuir turisticamente e economicamente para a cultura da erva-mate em São Mateus, e está inserido nas obras de revitalização da Praça Nossa Senhora da Conceição, em frente à Igreja Matriz, que ganha cara nova, mais moderna, com acessibilidade garantida e estrutura que possibilita a realização de feiras no local. Além do Chimarródromo, a revitalização da praça espera otimizar a utilização do espaço amplo do local, tornado a praça num espaço de socialização no município.

TERRA DO MATE

São Mateus do Sul figura entre as 30 principais economias agrícolas do Paraná. O principal destaque, segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado, é a produção de erva-mate. Em 2014, a produção no município superou os R$74 milhões, com estimativa de produção de 62 mil toneladas de folhas, de acordo com a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio. Junto com a soja, a batata, a madeira e o fumo, os dados da erva-mate colocam São Mateus do Sul como a principal economia agrícola entre os as cidades que compõem a Associação dos Municípios do Sul do Paraná (Amsulpar).

Para o prefeito Clovis Ledur, a parceria público-privada para a consolidação do Chimarródromo em São Mateus do Sul deve ser celebrada. “Esperamos que nós possamos ter outras iniciativas para mantermos o município no auge daquilo que merecemos. Precisamos ser protagonistas no Estado. Somos fortes, ricos e temos muita cultura para mostrar a todos”.

Conforme o presidente do Conjove, Gilberto A. Staniszewski (Beto), o Chimarródromo é uma parte de um grande projeto que chama-se Despertar do Ouro Verde do Conjove, que com várias ações que ainda serão colocados em prática, pretende tornar a cidade conhecida como a terra do mate; fomentar o turismo; incentivar os jovens a tomarem o chimarrão, no lugar de bebidas alcoólicas e evidenciar a importância da erva-mate para a cidade, como uma riqueza nativa. “São Mateus do Sul tem a melhor erva-mate, precisamos evidenciar isso”, afirma Beto.

Para o arquiteto Ricardo Guth, da Secretaria Municipal de Obras, o Chimarródromo servirá como um polo gerador de fluxo à população são-mateuense e também às pessoas que eventualmente estejam trafegando pela região, fazendo com que a praça, outrora esquecida, seja apreciada garantindo um uso mais adequado para o espaço, servindo também como um elemento convidativo aos viajantes de passagem.

Além do Chimarródromo, há a intenção de promover alguns eventos sazonais como feiras livres, atrações musicais e exposições da cultura da erva-mate, a fim de atrair a população no local. Conforme Ricardo, o projeto contempla espaços para convivência social inspirados nas tertúlias, que são reuniões regulares de amigos, conhecidos e até mesmo desconhecidos, para que estes possam exercer um intercâmbio culto-social contribuindo assim para que haja vida na praça, bem como segurança e bem-estar do espaço e suas adjacências.

“Todos os espaços foram projetados para que seus usuários pudessem se sentir confortáveis em qualquer estação do ano, ou seja, em dias de verão a vegetação utilizada proverá sombras em vários pontos da praça devido à sua folhagem, tal qual no inverno onde elas deverão cair permitindo assim uma melhor insolação, sem mencionar ainda as estações da primavera e outono, que flores e folhas garantirão as cores características da estação”, explica Ricardo.

A praça conta também com espaços gramados para que os usuários possam ocupá-los, a fim de fazer atividades em pequenos grupos ou individuais, como ler um livro ou simplesmente repousar. “Toda a pavimentação da praça foi pensada em paver, devido à sua elevada capacidade de absorção pluvial”, destaca Ricardo.

Além dos espaços para convivência, a praça também foi pensada na acessibilidade. “Ao observar o local, pude perceber que a antiga praça era bastante utilizada para ‘cortar caminho’, fazendo um fluxo diagonal de travessia saindo da frente do Colégio das Irmãs e indo à rua Paulino Vaz da Silva, porém sem acesso aos cadeirantes, deficientes visuais, pessoas com carrinhos de bebê, etc., foi então que o projeto pode contar com rampas de acesso e piso podotátil”, fala Ricardo.

Ricardo explica que para o desenvolvimento do projeto, foi levado em consideração as relações saudáveis que o ser humano deve exercer, harmonizando com o ambiente no qual está inserido, esforçando-se para torná-lo “seu” ou “nosso”, pois a partir do momento que passamos a nutrir apreço por um local, passamos a zelar por ele e consequentemente cuidarmos dele. “Tendo essa base como linha de raciocínio, fundindo a grandes nomes que pensaram no espaço público como uma extensão de nossas residências, como Roberto Burle Marx, Martha Schwartz, Peter Walker, Rosa Kliass, Jane Jacobs, Kevin Linch, etc., pude aplicar esses conceitos em cada item utilizado no espaço, transformando-o em um jardim pessoal para cada um que queira cuidar. Cada vez mais vivemos em espaços e consumimos produtos que nos isolam do mundo exterior, portanto atitudes e espaços como essa praça e esse Chimarródromo, nos fazem fortalecer as relações com nossos círculos”, finaliza Ricardo.

O diretor de Cultura do município, Helinton Lugarini, destaca a importância da revitalização da praça para o município. “Nada mais democrático que uma praça que serve de portal de entrada da cidade, com acessibilidade, arborizada, com monumentos da colonização e agora com um Chimarródromo, para que as pessoas possam confraternizar e promover ações culturais”, diz.

Redação

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