(Fotos: Acervo pessoal)

Nesta segunda reportagem da série sobre o ciclismo em São Mateus do Sul você conhece outras faces deste esporte que conquista muitas pessoas mesmo em tempos de pandemia, afinal possibilita a prática com distanciamento social. Na edição passada você leu sobre as modalidades Downhill e Freeride, hoje conhece um pouco sobre a história da família de Ney e Juliana, que pedala unida.

Ao descrever essa história é até difícil fugir do bordão “família unida pedala unida”, pois é o que acontece. A própria Juliana Pietrzaki descreve que “o ciclismo uniu ainda mais a nossa família, é muito bom poder além da prática de um esporte, interagir com os familiares e amigos”.Juliana e Ney Oliveira são casados e costumam pedalar juntos, inclusive com a filha, Thais.

Tudo começou quando Ney estava em busca de uma atividade física. “Decidi mudar alguns hábitos para melhorar a saúde”, conta. Antes da bicicleta, tentou outras atividades, “fazia corridas, mas estava sentindo muito impacto no joelho, como tinha um amigo praticante de ciclismo optei por dar início nesse esporte”.

Juliana e Ney posam para foto após pedalada.

E não demorou muito para que aquelas primeiras pedaladas se tornassem um hábito presente em sua vida. Ney conta que durante a semana costuma pedalar à noite e roda por volta de 40 a 60 quilômetros. Esses números chegam a assustar pessoas mais sedentárias, mas não passam da metade do trajeto que costuma fazer nos finais de semana. “Fazemos mais quilometragem, em torno de 100 a 120”. Essa distância toda os leva inclusive a outros municípios: “quando visitamos alguma cidade, costumamos planejar trajetos para conhecer os lugares”, conta Ney.

Longas distâncias

Além desse trajeto dos finais de semana com 100 a 120 quilômetros descrito por Ney, a pedalada já foi muito maior. Juliana diz que a distância máxima que já percorreram foi de 320 km. “Já fizemos trajetos longos de São Mateus a Balneário Camboriú, fomos até Caiobá, e outros desse estilo”, lembra Juliana.

Outra aventura que ela relembra foi de ir a outro estado, mas bem mais longe do que Santa Catarina. “Pedalamos até São Paulo em três dias”, revela. É importante ressaltar que a pedalada em longas distâncias requer algum grau de conhecimento e preparo do ciclista para evitar ou contornar imprevistos desagradáveis no caminho, como um pneu furado, por exemplo.

Outra coisa que Ney comenta é que normalmente pedala sozinho, com a esposa e com amigos, mas isso depende do tempo que cada um tem para se dedicar ao esporte em cada momento. Ele destaca que peladam “pelas estradas do interior de São Mateus do Sul, e depende das condições do tempo fazemos pedal na BR”.

Juliana conta que começou a pedalar em novembro de 2016, logo na sequência do marido. Ela diz que “o primeiro pedal a gente nunca esquece”. “Meu esposo começou a pedalar e a competir, eu e minha filha acompanhávamos ele, foi quando conheci a esposa do colega dele, que também pedalava”. Após algum diálogo com a esposa desse amigo, decidiram fazer o que chamam de pedal curto, por conta da quilometragem reduzida, na famosa rota da fazenda Maria Isabel.

“Foi aí que tomamos gosto e depois de várias pedaladas por ali decidimos ir até Três Barras (SC), depois disso a bicicleta virou rotina e minha paixão”, descreve.

Campeonatos

Apesar de praticarem o ciclismo como uma forma de atividade física e também de partilhar momentos agradáveis com a família e com os amigos, o casal já se aventurou em campeonatos em diversas cidades.

“Participamos de alguns campeonatos de MTB [Mountain Bike] na região metropolitana de Curitiba, Guarapuava, Morretes”, explica Ney.

Já Juliana conta que participou de alguns campeonatos na categoria solo e em algumas competições em dupla com seu esposo. Uma dessas competições rendeu uma das fotos que ilustra esta matéria, com o 2º lugar no 2º Desafio MTB Canoinhas Bike Team, na categoria Dupla Mista.

Um recado aos iniciantes

“Para quem pensa em fazer um esporte, diria que o ciclismo é ideal, principalmente para ficar bem com o corpo e com a mente”, recomenda Juliana. Ela diz ser “uma pessoa ansiosa e a bicicleta se tornou a pílula milagrosa”.

Ela tanto recomenda o ciclismo como atividade física e de lazer, que além da filha e esposo, irmã, sobrinho e cunhado também aderiram a este esporte. “A família do meu esposo também entrou nessa, todos estão pedalando”, celebra.

Ney também recomenda bastante o ciclismo. “Para quem quer dar início nessa prática esportiva não vai se arrepender, é muito bom, faz muito bem pra saúde”. Ele ressalta que toda atividade esportiva deve ser realizada com os cuidados necessários, seja com os equipamentos de proteção como com o trânsito. E fala isso por experiência própria. “Em abril sofri um acidente grave, precisei passar por cirurgia do acetábulo e fiquei três meses em recuperação, se não estivesse usando capacete poderia ter sido mais grave ainda, foi uma moto que bateu na minha bicicleta na estrada do interior”, lembra. O comentário de Ney coloca a segurança em primeiro lugar na prática esportiva. “Agora eu falo para todos os meus amigos que temos que ter atenção redobrada, não interessa se é estrada de chão ou asfalto”.

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