Prefeitura afirma que execução segue o que foi previsto em projeto, tendo aditivo para ‘melhorar’ e ‘adequar’ estruturas.
(Fotos: Felipe Ribacz/Gazeta Informativa)

Um cidadão questionou o prazo de execução inicialmente apontado como sendo de dez meses e que estaria sendo ampliado para dois anos na obra da Rua do Mate. Outro apontamento foi suposta troca de cobertura de vidro por zinco. Citando mudança no projeto original e cobrando esclarecimentos sobre transparência. A pessoa que fez o vídeo pediu estas informações, querendo que os fatos fossem expostos ao público.

R$ 1.995.559,71 foi o valor inicial da licitação para a obra. Duas alterações ocorreram, conforme a prefeitura. Uma de prazo, estendido para a execução, e a metafísica que é propriamente dita alteração no projeto com inclusão de itens visando melhor qualidade. R$ 171.338,06 a mais, foi publicado no diário oficial de 27 de maio 2020, para alterar parte da estrutura prevista no projeto.

Tudo conforme a administração de forma técnica e com justificativas legais. A chamada mudança metafísica ampliou a estrutura que estava prevista e poderia não suportar o peso da telha metálica, sendo acrescentado uma treliça e estruturas em aço. Isso leva tempo porque precisa de aval, no caso da secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (SEDU). Não é uma alteração simples e demandou extensão de prazo, nesta tramitação toda.

Nesta alteração, também, foi incluída estrutura de suporte para a cobertura ampliando a parte de ferro que faz o conjunto com a de vidro, reduzindo o tamanho das peças sem mexer na quantidade total licitada. Uma das questões polêmicas, citadas nos vídeos, é a parte de zinco. O lanternim é parte inclinada central, em estrutura metálica. Nas imagens do projeto, de acordo com a prefeitura, talvez realmente não apareçam com clareza, mas são do conjunto estrutural.

O lanternim tem a função de ajudar na ventilação, inclusive. A cobertura segue de vidro, mas se for verificar os projetos estruturais, conforme a prefeitura, se observa que esta parte compõem o processo licitatório. “Sempre foi composto de telha metálica, e a cobertura, de vidro”, reforça em nota a administração.

Quanto os termos aditivos de prazo e metafísica, segundo a afirmação da prefeitura, “se fizeram necessários porque durante a execução do projeto a secretaria municipal de Obras identificou adequações que precisavam ser realizadas para conceder maior segurança à obra, assim como, adequar às demais necessidades de uso”. O que explica, por exemplo, a maior quantidade da estrutura de aço.

Em relação à transparência, a administração cita de que o ‘projeto será executado conforme foi licitado e poderá ser fiscalizado por toda a população’. Nesse sentido, tendo “transparência absoluta em todos os atos desenvolvidas pela Gestão Pública e sempre iremos prestar os esclarecimentos que se fizerem necessários, principalmente para coibir eventuais desinformações disseminadas nas redes sociais”.

Na nota, a prefeitura menciona que “apesar dos percalços enfrentados, a conclusão da obra, cujo recurso veio a fundo perdido e específico para este projeto, entregará à sociedade são-mateuense um espaço de lazer, que otimiza o espaço urbano e principalmente, fomentará o turismo em nossa cidade”. Os dados relativos ao projeto e planilhas estão no site: https://www.saomateusdosul.pr.gov.br/portal/editais/0/1/989/

Sidnei Muran

Sidnei Muran

Jornalista (MTB 7597 DRT/PR), formado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), pós-graduado em História e Cultura pela Unespar – campus de União da Vitória e Licenciado em História pela Unespar – campus de União da Vitória.
Sidnei Muran

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