Bomba de sucção instalada na área de mineração em tanque com lona. (Fotos recebidas via WhatsApp na redação)

O GI recebeu informações, com base em imagens, apontando a existência de material com suspeita de ser oleoso em canal de vazão de águas da chuva, em local de mineração da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX). Nisso o questionamento se a empresa estaria fazendo o destino correto, por meio de tanques de contenção e a destinação frente às determinações legais.

Um tanque de lona, que recebe o resíduo oleoso da unidade, estaria deixando de lado a função de reter certo material oleoso que, supostamente, seguia por dreno para a vala de vazão de água da chuva. Ficando, neste entendimento, ‘à céu aberto’. O ponto desta ocorrência seria próximo ao aterro que recebe o lixo urbano, na localidade de Paiol Grande, próximo ao posto de abastecimento.

Numa das imagens recebidas aparece uma bomba de sucção que estaria retirando o material oleoso de um tanque com base feita, supostamente, com lona preta e bombeando por encanamentos que seguiria para esta vala. Outros quadros mostram, aparentemente, a existência de resíduos sobre a água que seria à beira do caminho, na referida vala de escoamento das chuvas, no local de mineração.

Diante do questionamento, o GI fez contato com a SIX e Gerência de Imprensa da Petrobras que avaliou a situação com setores da unidade e pontuou cada fato apontado. “A Petrobras informa que o sistema de drenagem da SIX é composto por vários tanques, canaletas e tubulações, conectados entre si para possibilitar a circulação das águas conforme a necessidade”, respondeu em nota.

Isso se refere à existência da estrutura citada para o GI, por meio de imagens, e que é o ponto central da dúvida levantada. Se estendendo ao tipo de contenção e forma que é feito, sobre o qual a empresa, também, se pronunciou. “Os tanques de armazenamento podem ser de metal ou outro material impermeabilizante, como na combinação de argila compactada e manta polimérica”, explica.

Reutilização e ambiente

“As águas captadas no sistema são reutilizadas na operação da SIX, reduzindo consideravelmente o volume de efluentes da unidade. Quando ocorrem chuvas muito volumosas, as águas eventualmente excedentes podem ser encaminhadas para as cavas de mineração. Não existe nenhum lançamento de águas oleosas em corpos hídricos”, detalha a Petrobras, na nota encaminhada.

Isso permite compreender, supostamente, a existência deste material que seria, conforme o questionamento recebido, oleoso e teria chegado até a vala pela chuva. Não pelo sistema de drenagem apresentado nas imagens recebidas pelo jornal, mas sim pela ocorrência das chuvas torrenciais do mês de junho. O que explicaria o resíduo, nesse sentido, na água da vala de escoamento.

Descarte e efluentes

“O xisto retortado que é depositado nas cavas da mina como uma das etapas do processo de mineração da SIX possui a característica de adsorver compostos orgânicos. Isso inclusive permite que a SIX receba, por exemplo, os resíduos sólidos urbanos da cidade de São Mateus do Sul, com total acordo do órgão ambiental, contribuindo com o município e sem prejuízos ao meio ambiente”, expõe a nota

Esta região das imagens repassadas para o GI fica nas proximidades do aterro sanitário municipal. De certa forma, este material das cavas traz um benefício para o município, de acordo o entendimento da nota recebida. “A Petrobras reforça que todas as saídas de efluentes da SIX, industriais ou de mineração, são outorgadas pelo órgão responsável e monitoradas conforme as exigências legais”, reforça a estatal.

“A SIX possui, há mais de 20 anos, um programa de automonitoramento da qualidade ambiental de toda a sua área, incluindo análises ambientais das águas dos rios do entorno e de poços dentro e fora das minas, sem qualquer indício de contaminação. Os dados são frequentemente encaminhados aos órgãos ambientais para monitoramento”, acrescenta a Gerência de Imprensa.

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