Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Coleção para a vida toda

Imagem Ilustrativa

Sabe aquele dia que você estava parecendo uma gelatina? Que você andava de um lado para o outro sem saber o que fazer? Quando o que faltava para você ficar no seu estado emocional mais comum era alguma coisa que nem você sabia ao certo o que? E por mais que você tentasse fazer coisas que lhe deixassem feliz ou, no mínimo, um pouco menos sem disposição, nada dava certo? Bem-vindo à minha última sexta-feira.

Quem é mais próximo de mim, na verdade sabe que eu tenho um certo problema com bads*. Meus amigos as odeiam (óbvio né, porque se eu nunca fico triste com meus BFFs*, só posso recorrer a eles nas sextas-feiras de noite, quando eu estou mais ou menos gente olha para mim eu estou carente, eu preciso de abraços, socorro), mas é para momentos assim que servem os amigos, não é mesmo?

E é exatamente sobre isso que eu estive pensando ultimamente: Amigos. Para que servem os amigos? Onde os encontrar? Como manter uma amizade para a vida toda? Quais os benefícios para a saúde? Sexta, no Globo Repórter. Só que não: hoje, na minha coluna. Assim, digamos que eu não sou uma pessoa suuuper extrovertida, eu não tenho facilidade para fazer amigos porque não gosto muuuito da forma como algumas (várias) pessoas da minha idade agem. Mas pelos amigos que eu tenho, eu sei que é impossível você escolher algo melhor para sua vida do que alguns deles.

Embora muitas amizades sejam por puro interesse, se você é uma pessoa verdadeira, não fica contando por aí o que você tem, nem fica se gabando dos seus bens para os outros, não é tão fácil ter pessoas interesseiras por perto. Esse tipo de gente não ficaria acordado até as três da manhã de um sábado falando com você, quando poderia estar em qualquer outro lugar, fazendo qualquer outra coisa mais divertida do que consolar você por ter levado um toco do boy magia.

Enfim, esses dias eu vi uma imagem, e ela tinha as principais características de um amigo verdadeiro. Eu não a encontrei, porque quando eu recebo a notificação no meu celular de que este encontra-se sem memória, eu simplesmente seleciono a pasta de fotos inteira do WhatsApp e excluo (geralmente demora um certo tempinho, porque apagar 3 mil fotos é tão instantâneo quanto fazer miojo: nada). Mas eu me lembro mais ou menos dos tópicos:

1. Tem tão pouca sanidade mental quanto você;
2. Rouba sua comida no intervalo porque se acha no direito;
3. Chega na sua casa e já vai fazendo o brigadeiro (o leite condensado deve ser levado pela visita);
4. Ficaria com você até no hospital se você se arrebentasse cumprindo o desafio feito por ele mesmo de pular da janela da sala de aula;
5. Escuta (ou pelo menos finge escutar) tudo o que você fala mesmo que seja a mesma coisa pela trigésima vez.
E quando você percebe que tem pessoas exatamente assim ao seu redor, você fica como eu: com vontade de espancá-las de tanto amor que tem dentro de você.

*Bad: antes de tudo, não entendo como algumas pessoas não conseguem, de forma alguma, compreender a utilização dessa palavra, é tão simples. Bad é quando você está, sei lá, sem vontade de viver, sem animação, quando o crush não fala com você ou não lhe dá atenção o suficiente, quando você tirou 9,9 na prova da sua matéria favorita. Enfim, temos muitas maneiras de atingirmos a famosa bad. Aliás, aí vai uma cantadinha para os góticos suaves mandarem para seus respectivos pretendentes: “Estou na bad mas podia estar na sua bed”. Estudos comprovam 1000% de aprovação com os entrevistados. Mentira, não testei com ninguém, só para garantir de não levar um fora daqueles né? Mas eu acharia bem criativo se o boy chegasse com uma dessas, tanto que mandaria um “E aí? Vamos fechar?” no mesmo segundo (na verdade no meme é “Eae vamo fecha?” porque fica mais engraçado, mas meus olhos quase sangram ao ver uma desfeita tão grande para com a Língua Portuguesa).

*BFF: gíria que data de 2006, aproximadamente, e significa “Best Friends Forever”, “melhores amigos para sempre” em inglês, mas o Google já se apossou de MAPS, então não dá mais para traduzir a sigla.

Beijos, Anna.
annajulia.reginato@yahoo.com.br

Anna Julia Reginato

Anna Julia Reginato

“Opa, opa, opa, quem é essa doida aqui? ” Eu sei que você deve estar se perguntando isso. E eu respondo a sua interessantíssima pergunta! Eu sou a Anna Julia, tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e realmente faltam alguns parafusos dentro da minha cachola, mas fazer o que? Como diz o Chapeleiro Maluco: as melhores pessoas são assim. “Nossa, 16 anos, o que que ela sabe sobre a vida para escrever uma coluna? ” Outra excelente indagação, caro leitor. Sabe o que eu sei? O monte de doideira que todo adolescente vive. Eu não sou “vida loka”, não vou muito em festas, nem tenho uma vida tããão agitada ou um círculo de amigos muito grande, mas meu mundinho é bem diferente, pode ter certeza. Por exemplo: não são muitas as pessoas da minha faixa etária que gostam de ler e escrever, mas eu amo! Inclusive aqui vos escreve alguém que pretende cursar Jornalismo. Sabe por quê? Porque eu sou especialista em falar e adoro conversar.
Anna Julia Reginato

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