Educação e Cultura

Colégio da vila Americana segue firme em Olimpíada Nacional de História

Foto: Kelen Ribacz

Foto: Kelen Ribacz

Continuam nesta semana as atividades da 8ª Olimpíada Nacional em História do Brasil-ONHB, promovida pela Universidade de Campinas-UNICAMP e que congrega estudantes e professores de História de todos os estados do país.

A competição se iniciou no dia 09 de maio com a participação de cerca de 10,6 mil equipes, compostas cada uma por três estudantes do oitavo e nono anos do ensino fundamental e alunos do ensino médio, mais um professor orientador. No total, quase 43 mil pessoas iniciaram a competição. Cada fase, desenvolvida de segunda a sábado semanalmente, elimina um percentual de equipes participantes conforme previsto no regulamento.

Atualmente a Olimpíada encontra-se na terceira fase e já foram eliminados de acordo com o regulamento aproximadamente 13,5 mil competidores, entre estudantes e professores, o que corresponde a quase 4 mil equipes eliminadas nas duas primeiras fases.

Nove alunos foram classificados para a terceira fase. Foto: Colégio Paulo Stencel

O Colégio Estadual Professor Paulo Stencel, da vila Americana, de São Mateus do Sul participa pelo quarto ano consecutivo da ONHB. Este ano quatro equipes somando 12 alunos se inscreveram e iniciaram a competição sob orientação do professor Mário Deina, coordenador do projeto no âmbito do Colégio, sendo que três das equipes conseguiram avançar para a terceira fase.

Segundo o professor, quando o Colégio começou a participar da Olimpíada, em 2013, era preciso insistir e convencer os alunos a participarem. “No primeiro ano foi apenas uma equipe de três alunos, situação diferente da atual, onde 12 estudantes se inscreveram espontaneamente. Isso demonstra o interesse pelo estudo de história, que vem aumentando a cada ano desde que começamos a participar da Olimpíada”, completou o professor orientador.

Segundo o colégio, a aluna Ana Carolina Ferreira Guimarães, integrante da equipe "História PS" é uma das mais dedicadas e esforçadas entre todos. Foto: Colégio Paulo Stencel

Segundo o colégio, a aluna Ana Carolina Ferreira Guimarães, integrante da equipe “História PS” é uma das mais dedicadas e esforçadas entre todos. Foto: Colégio Paulo Stencel

Pode parecer pouco aos olhos de pessoas menos informadas a respeito, o fato dos alunos estarem na terceira fase, mas numa análise dos números envolvidos na Olimpíada, pode-se perceber facilmente que é uma conquista muito grande para eles. Basta verificar o número de estudantes que já foram eliminados da competição (quase 12 mil estudantes e aproximadamente 2 mil professores), de modo que é preciso valorizar a participação e o esforço deles.

Interdisciplinariedade e autoestima

A diretora do Colégio Paulo Stencel, professora Sônia Sebben de Pauli ao falar da importância da participação na Olimpíada, destacou o caráter interdisciplinar da competição, uma vez que a forma como as questões são elaboradas exigem interpretação e raciocínio, habilidades que uma vez bem desenvolvidas no aluno, vão contribuir de forma indireta com seu desempenho em outras disciplinas. Além do conhecimento histórico adquirido pelos alunos, a Olimpíada propicia o desenvolvimento dessas outras habilidades.

Outro aspecto considerado importante pela diretora diz respeito à auto estima dos estudantes. “Eles se sentem mais valorizados e prestigiados pela escola ao serem convidados a participar de uma competição nacional de conhecimentos e isso melhora bastante sua autoestima pessoal e a consequente disposição para os estudos”, afirmou a professora Sônia.

Já o professor Mário Deina, orientador dos alunos vê uma “certa projeção social perante os demais estudantes do estabelecimento pelo fato de estarem competindo a nível nacional, o que leva os alunos a empenharem o melhor de si para conseguir avançar para fases seguintes, pois de alguma forma isso os promove perante os demais alunos.” É muito salutar para o desenvolvimento deles”, completou o professor.

Alunos falam de sua experiência na ONHB

Alguns alunos do Colégio Professor Paulo Stencel, integrantes de equipes classificadas para a terceira fase da ONHB falaram à reportagem sobre sua experiência no evento e suas expectativas.

Os Alunos Eduardo Domanoski e Felipe Wassosniki dos Passos, do segundo ano do ensino médio contaram que entraram na Olimpíada porque a História é uma das disciplinas mais importantes para compreender a sociedade, suas origens, acontecimentos e uma boa chance de ampliar os conhecimentos e que é muito interessante pois para os alunos é uma nova forma de estudar história. A importância da olimpíada, segundo eles está em “incentivar os alunos a estudar mais o seu passado e suas origens e também a história do Brasil”.

Já a aluna do nono ano fundamental Thalia Graciano Melanski, disse que “é importante a gente entrar, conhecer e aprender mais”. Destacou ainda a integração propiciada pela Olimpíada entre os alunos do Colégio; não apenas os da sua equipe mas os demais colegas das outras equipes, nas discussões das questões das provas e tarefas. “A gente aprende juntos com a orientação do professor e a participação é importante para a gente saber que somos capazes de fazer sempre mais”, concluiu Thalia.

Opinião parecida tem o aluno Felipe de Freitas Ribeiro, também do nono ano fundamental, que entrou na Olimpíada para “obter um conhecimento a mais em História do Brasil e melhorar a qualidade das minhas opiniões”, contando ainda que está achando muito interessante e que considera a Olimpíada importante para enriquecer os conhecimentos dos estudantes a respeito da história do nosso país.

Continuam na Olimpíada os alunos Ana Carolina Ferreira Guimarães, Felipe de Freitas Ribeiro, Iago Bojanoski Amaral, Laís dos Santos Ianowski, Luciana de Fátima Machado, Thalia Graciano Melanski (9º ano fundamental) e Eduardo José Domanoski, Felipe Wassosniki dos Passos e Luana Cristina Fernandes Pereira (2º ano do ensino médio).

Ex-olímpicos de sucesso

Nos três anos anteriores em que participou da Olimpíada Nacional em História do Brasil, o Colégio Professor Paulo Stencel já acumula algumas histórias de sucesso de alunos que participaram.

É o caso da acadêmica de História da UNOPAR, Tamires Pereira da Silva, que através da Olimpíada descobriu seu gosto pela História. Além de acadêmica a ex-aluna do Colégio faz parte atualmente do Conselho Fiscal do Instituto Histórico e Geográfico de São Mateus do Sul.

Outro caso de sucesso é do ex-aluno Enrico Miroto, hoje acadêmico de História da UNINTER e atua como professor de Arte do ensino básico na rede municipal de ensino. Enrico conta que, tendo participado da 5ª e 6ª edições da ONHB, pode aprofundar seus conhecimentos em história do Brasil, ao ponto de ter descoberto uma nova paixão em sua vida que o levou para o curso de história na universidade. “Agradeço ao professor Mário Deina, que me incentivou e orientou minha equipe por dois anos. Não chegamos à final, porém o conhecimento adquirido, jamais será perdido”, completou o ex-olímpico.

O que é a Olimpíada Nacional em História do Brasil

Trata-se de um evento promovido pela Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, voltada a despertar nos estudantes do ensino fundamental e médio o gosto pelo estudo da História do Brasil.

Se desenvolve em seis etapas, das quais cinco são on-line e a última é realizada de forma presencial na sede da instituição, na cidade de Campinas-SP e conta com a participação de estudantes e professores de história de todo o país. Todos os estados da federação estão participando. A cada fase é eliminado um percentual dos participantes.

O estado do Paraná, este ano iniciou a olimpíada com 282 equipes de todas as regiões do estado, das quais quatro equipes são do Colégio Professor Paulo Stencel, da vila Americana.

Desenvolvida pelo Departamento de História da UNICAMP, começou a ser realizada no ano de 2009 e se firmou no cenário educacional como uma proposta inovadora de estudo consistente de História e tem a coordenação da Profa. Dra. Cristina Meneguello e Profa. Alessandra Pedro.

As fases são realizadas semanalmente e sequencialmente, porém a última fase (presencial) está prevista para ser realizada no dia 20 de agosto na cidade de Campinas.

Opinião do professor

O coordenador do projeto da ONHB no Colégio Professor Paulo Stencel, que orienta as equipes do estabelecimento, professor Mário Deina, também falou à reportagem sobre suas impressões a respeito da Olimpíada.

Contou que a iniciativa tem por objetivo valorizar o conhecimento dos alunos e abrir sua cabeça para a ideia de que História, ao contrário do que muitos afirmam, não é algo chato. Muito ao contrário, dependendo da forma como se estuda pode ser muito divertida e principalmente produtiva para o processo de formação da cidadania plena dos alunos.

O professor citou os exemplos de ex-participantes que se tornaram acadêmicos de História e também as características interdisciplinares, também mencionadas pela diretora professora Sonia Sebben de Pauli.

Se disse muito satisfeito com o empenho e dedicação de seus alunos, destacando ainda a imensa colaboração dos demais professores e funcionários do Colégio, que ora ajudam na orientação, ora no atendimento dos alunos, ora colaborando de diversas formas, mas sobretudo todos se entusiasmando e torcendo pelos alunos.

“O espírito colaborativo e solidário de todos é o diferencial do Colégio Paulo Stencel. Quando todos se ajudam, torcem, riem e choram juntos, as possibilidades de sucesso dos nossos alunos aumentam bastante. E eles sentem quando a equipe está unida em favor deles e sempre respondem positivamente”, concluiu o professor.

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