Exemplo de como deve seguir a organização das salas de aula no modelo híbrido. (Fotos: Alexandre Douvan/Gazeta Informativa)

As aulas da rede pública estadual de ensino voltam de forma remota no dia 18 de fevereiro. Até o meio da última semana circulava a informação de que o retorno seria em formato híbrido, mas decisão do governo do estado no dia 09 adiou as aulas presenciais para 1º de março. De acordo com a Secretaria de Estado de Edução do Paraná (SEED), esse adiamento atende a pedido de diretores para melhor organização. Com esse tempo a mais, os colégios irão abrir para treinamento de professores e comunidade escolar até o dia 28 de fevereiro.

Na coletiva de imprensa realizada pela Seed para explicar o modelo de retorno às aulas, a pasta frisou que o início do ano letivo está mantido para 18 de fevereiro, com atividades remotas, tal como vinha sendo realizado desde o ano passado.

De acordo com o comunicado, o ano letivo deve ter início com a revisão de conteúdos prioritários do ano anterior, uma forma de reforçar e verificar o aprendizado dos estudantes no último ano. As aulas serão ministradas por meio do aplicativo Aula Paraná, na TV Aberta – para as cidades alcançadas pelo sinal –, YouTube, Google Classroom e atividades impressas.

Treinamento para o modelo híbrido

No informe da Seed é dito que nos dias 24 e 26 de fevereiro os alunos serão recebidos presencialmente presencialmente para que sejam instruídos sobre o cumprimento do protocolo sanitário para o modelo híbrido de ensino. As orientações são voltadas a evitar o contato entre os estudantes, reforçar a necessidade de constante higienização e o uso de máscara.

As instruções seguirão um escalonamento definido pelos colégios. Aqueles estudantes que por algum motivo não tenham condições de comparecer ao “treinamento” presencial não devem ser prejudicados, pois um encontro online está a ser programado.

A Secretaria de Educação do Paraná afirma que as aulas presenciais serão programadas de acordo com as carências verificadas nos alunos em relação às perdas de aprendizagem no modelo remoto em 2020. Sendo assim, os professores poderão priorizar pontos e conteúdos que precisam de maior atenção.

Colégios preparam as salas de aula

Os colégios do estado já estavam com a organização em andamento para o início híbrido a partir do dia 18. Com o adiamento para o dia 1º de março, é um tempo a mais que as direções terão para organizar os detalhes.

Ao que tudo indica, o governo não projeta a possibilidade de um novo adiamento do sistema híbrido. Em coletiva, o secretário de educação Renato Feder afirmou que “não vamos ter outros adiamentos, nosso plano já previa alguns dias de treinamento. Foram vários fatores, mas o principal foi o pedido dos diretores”, sobre a transferência da data para o próximo dia 1º.

Em São Mateus do Sul, o Colégio Duque de Caxias é um dos exemplos do modelo de organização proposto. As salas de aula deverão receber até 50% dos alunos de cada turma, com carteiras intercaladas em cada fileira. A distância mínima entre cada estudante será de um metro e meio (1,5) e do quadro até os alunos a distância é um metro maior (2,5m). Em colégios que possuam salas com maior área, será possível garantir maior distanciamento.

Nos espaços de circulação também se notam adaptações. No caso do Duque de Caxias, a entrada dos estudantes será pelo Portão Sul, que dá acesso à Rua Theodoro Toppel. Foi realizada uma obra durante a pandemia para a construção de um calçamento entre o portão e a entrada para as salas de aula.

Transporte escolar

Outro fator avaliado pela Secretaria de Educação estadual foi um pedido dos municípios para que houvesse maior tempo para a organização do transporte escolar. O governo do estado garantiu que vai adiantar os recursos de fevereiro para as cidades poderem agilizar os trâmites com as empresas terceirizadas para o serviço.

Há uma série de exigências com relação ao transporte de alunos neste momento, como a aferição de temperatura no embarque e no desembarque, distanciamento dentro dos ônibus e higienização do ambiente no intervalo da permanência dos alunos no veículo.

De acordo com a secretaria, os estudantes que estiverem sem o transporte escolar por qualquer motivo devem assistir as aulas de forma remota.

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