Focado em mulheres, o evento cultural abrangeu questões sobre a luta diária feminina. (Ana Alice Santos/Gazeta Informativa)

O Coletivo de Mulheres de São Mateus do Sul promoveu, domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a partir das 16h, no Ginásio Municipal Olívio Wolff do Amaral (Polacão), o 1º sarau (um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem).

O sarau iniciou com um bazar de troca e venda de roupas usadas, feito por Cassiane Guimarães, logo após uma roda de conversa se formou na tarde ensolarada. Cassi, como prefere ser chamada, contou sobre sua experiência viajando sozinha, encorajando várias mulheres a viver o que, onde, como, quando e porque querem, mostrando a realidade de quem viaja dessa forma e os problemas que podem ocorrer. Além disso, incentivou todas a jamais desistirem de uma experiência tão incrível que é conhecer novos lugares e novas pessoas.

Na roda de conversa, Aline Toporowicz e Mônica Zampier falaram sobre a data de 8 de março, seus conceitos históricos e como ela intervém na luta das mulheres nos dias atuais, expondo o feminismo como a porta para os direitos. “Foi um espaço muito acolhedor e cheio de trocas de experiências e aprendizados num contexto geral. Tivemos um pouco de história, de música, poesia, conversas que nos agregaram como um todo. Acontecendo no espaço público, muita gente que não estava ciente do evento acabou juntando-se à nós e compartilhando um pouco das suas vivências. Foi um dia excelente”, relata Aline.

Heloísa Fayad Ferri junto com o professor de artes marciais Rafael Choma, abordaram uma miniaula de autodefesa às mulheres para que saibam como reagir diante de agressões que ocorrem diariamente em várias ocasiões na vida da maioria.

Maria Eduarda Voitechen fez um acústico musical com temas feministas. “Todas as atividades tiveram talento, mas não poderíamos esquecer da arte em sua melhor forma e relevância: a música. Um dos focos emocionantes do evento”, comenta Eduarda.

“Tendo o propósito de unir mais mulheres e mostrar sua força, precisamos de eventos como esse e sempre precisaremos. Sabemos que não estamos sozinhas quando vemos outras de nós passando por várias situações em comum, como ocorreu no ginásio, e sabemos como continuar nossa luta tendo umas às outras”, destaca Marielly de Almeida Pietralla.

Mariana Hertzog expõe que ter participado da ação foi muito importante para ela. “Falar sobre causas, que de alguma maneira nos afetam, enriquece e fortalece nossa alma. Desejo e torço para que espaços como este aconteçam com mais frequência em nossa cidade e alcancem cada vez mais mulheres e homens!”, conclui.

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