Márcia Schmidt presidente do Hospital recebendo a carta de reivindicações, das mãos de Paula Sieben e Larissa Lepinski, representantes do Coletivo de Mulheres. (Fotos: Hugo Lopes Júnior/Gazeta Informtiva)

Na última quarta-feira (24), representantes do Coletivo de Mulheres entregaram pessoalmente a presidente do Hospital e Maternidade Dr. Paulo Fortes, Eliane Márcia Paulista Schmidt, uma carta com algumas reivindicações e questionamentos que fazem ao funcionamento da maternidade. São algumas reivindicações e demonstrativos de reclamações que o Coletivo de Mulheres tem recebido por parte de gestantes ou mulheres que já deram à luz no Hospital e questionam determinados tratamentos, ou a falta deles, alegando que é um direito, como preconiza o SUS.

Dentre as diversas atuações que o Coletivo de Mulheres está empenhado, este, em relação aos direitos das grávidas, está sendo colocado em prática devido a procura que membros têm relatado de mulheres que tiveram sérias reclamações no atendimento.

A presidente do Hospital atendeu as representantes, ouvindo as reivindicações e explicações, e se colocou à disposição para esclarecer o que foi apontado no documento. Na oportunidade, também solicitou o auxílio do Coletivo de Mulheres na divulgação do Projeto Aconchego que o hospital possui, justamente para tentar humanizar o máximo possível a relação das gestantes com o hospital. É um programa que já existe há algum tempo, mas que, ultimamente, tem sido prejudicado devido a pandemia. O projeto deveria ter maior alcance, mas não tem tido a devida divulgação e acaba não alcançando as gestantes e famíliares, para que o parto ocorra da melhor maneira possível.

Com essa ação, o Coletivo de Mulheres pretende, em conjunto com o Hospital, garantir que os direitos e deveres das gestantes sejam integralmente cumpridos, sendo que a hora de dar à luz é um momento muito especial para toda a família e, principalmente, para a gestante e o bebê. Acompanhamento do marido na hora do parto, a presença de um acompanhante no pós-parto, seja no quarto ou na enfermaria, também a escolha pelo parto normal, respeitando o desejo da grávida. Muitas relatam que os médicos acabam induzindo e até mesmo forçando que seja feita cesárea, pela questão de ser um parto com horário marcado, já que o normal pode levar mais tempo para evoluir. Essas são algumas das reclamações que chegam até membros do Coletivo de Mulheres e fazem parte das reivindicações apresentadas.

O intento da Carta é trazer a luz as situações relatadas e, em conjunto com a direção do Hospital e o corpo clínico responsável, encontrar as melhores soluções possíveis. Não é afrontar, mas encontrar os melhores caminhos para que esses problemas não ocorram mais e o serviço de obstetrícia seja nos melhores padrões possíveis, visto que o hospital é de pertencimento a todos e apenas reclamar não é a solução.

Para quem não conhece, o Coletivo de Mulheres é uma associação que tem lutado pelos plenos direitos das mulheres, nas mais diversas situações dentro de nossa sociedade. Com mais de um ano de existência e funcionamento, tendo iniciado em janeiro de 2020, o grupo busca discutir as necessidades, trocando ideias, experiências, vivências e, em conjunto, também buscar soluções a curto, médio e longo prazo para a contribuir com a autonomia e emancipação da mulher em todas as áreas.

Hugo Lopes Júnior
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