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Nesta semana me deparei com um texto que abordava a importância da leitura de livros para melhoria da cognição. Neste universo multitelar onde recebemos uma enxurrada de informações, passamos boa parte do tempo lendo e observando imagens. Mas será que este tipo de leitura é suficiente para suprir as nossas necessidades de aprendizado?

Por exemplo, ler um romance ou outro texto que conte uma história treinam a imaginação de um leitor, desenvolvem sua linguagem, sua atenção seletiva, a atenção sustentada, tudo de uma forma que outras alternativas de leitura não permitem.

Não que outros tipos de leitura não sejam importantes, não é uma questão de se definir se um tipo é superior ou melhor do que o outro, mas a proposta é não se abandonar uma leitura em favor da outra.

Na correria de nosso dia-a-dia, nos restam poucos minutos para fazer coisas boas e educativas para o cérebro e não devemos apenas gastá-los clicando em hiperlinks ou navegando pela web.

A leitura de um livro nos permite lidar e nos relacionar com personagens, com personalidades, mesmo que fictícias, as quais normalmente não encontramos no nosso dia-a-dia. Isto faz com que possamos também desenvolver habilidades sociais, pois a ficção muitas vezes se concentra nas relações interpessoais.

Na leitura de uma narrativa, quando lhe é apresentado um personagem você passa a reconhecer seus pensamentos, suas crenças, intenções e emoções, aí você se coloca no lugar dele. Este exercício de empatia acaba lhe ajudando no seu mundo real e você pode passar a compreender melhor o outros, facilitando relacionamentos, melhorando a comunicação. A leitura também nos permite aumentar em muito nosso vocabulário e o uso da expressão verbal. Em muitos textos os diálogos são bem estruturados e isto nos ajuda em nosso processo de comunicação, melhorando nossa verbalização.

Também há pesquisas indicando que a compreensão de textos impressos e encadernados é maior do que nas leituras eletrônicas ou audiolivros, pois o aprendizado exige menos tempo para compreensão e quando não compreendemos algo, é mais fácil e rápido o acesso a determinado trecho da leitura.

Então, se a leitura de uma narrativa é muito bom para o desenvolvimento do processo cognitivo, imagine escrever um texto ou contar, narrar uma história.

O que recomendo é que você leia mais, escreva mais e incentive as pessoas mais próximas a fazer o mesmo, especialmente as crianças.

Adnelson Borges de Campos
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