(Imagem Ilustrativa)

Eu já troquei de roupa por medo do que as pessoas iriam pensar de mim; eu já julguei a roupa da mulher que eu vi na rua sem nem ao menos conhece-la.

Eu já deixei de falar algo que eu pensava por medo de causar falsas reações; eu já fingi que gostava de algo por medo de desapontar quem estava do outro lado.

Eu já tentei impressionar alguém mencionando alguma frase de efeito de algum filósofo sem nem ao menos conhecer de fato a vida de tal; eu já fiquei brava com alguém que tentou passar esse mesmo truque em mim.

Eu já falei que sabia fazer panquecas; eu já deixei queimar mais da metade até de fato alguma ficar boa para comer.

Eu já passei lição de moral em alguns amigos em relação a vida amorosa; eu já desisti de alguém por não saber de fato como lidar com os meus próprios relacionamentos.

Eu já disse que era organizada; eu já fiz uma bola de roupa e coloquei tudo direto dentro do guarda roupa.

Eu já disse que teria coragem de subir uma montanha; eu já desisti dessa montanha nos primeiros 200 metros.

Eu já disse que gostava de comida japonesa; eu já fingi que iria no banheiro para jogar fora o sushi que estava no guardanapo.

Eu já incentivei as pessoas a falarem em público afirmando que não tem nada de mal nisso; eu já passei mal de medo por fazer essa mesma coisa.

Acontece que eu já fiz tantas coisas de que eu me arrependo, mas que aprendi a ser e agir diferente com cada uma delas.

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