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Conheça a história do bolo e das simpatias de Santo Antônio

No dia 12 de junho, os casais apaixonados comemoraram o Dia dos Namorados, e na quarta-feira (13), foi a vez dos solteiros que estão à procura do grande amor pedirem as bençãos de Santo Antônio, o Santo casamenteiro. O bolo de Santo Antônio é a principal ação da data comemorativa. As paróquias de São Mateus do Sul foram movimentas pelos devotos que buscaram um pedaço, com objetivo de encontrar uma medalhinha. Diz a tradição que quem encontra um dos santos acha um marido. (Foto: Alexandra Müller/Gazeta Informativa)

No dia 13 de junho, anualmente, os católicos celebram o Dia de Santo Antônio, o Santo casamenteiro. A mistura de fé com sabor de casamento, mobilizou centenas de fiéis em busca do tradicional bolo de Santo Antônio nas paróquias de São Mateus do Sul, além da realização de inúmeras simpatias e pedidos.

O Santo Antônio é um dos Santos mais populares do Brasil, além de ser conhecido como Santo casamenteiro, ele também é tido como pai dos pobres e é invocado frequentemente por quem perde objetos. É o Santo do amor e da família, e tem sua imagem ligada às causas da vida cotidiana, como a saúde, emprego e fartura.

“Grande parte das pessoas pensa que ele é apenas um Santo casamenteiro, mas é uma síntese santa, ou seja, um Santo de todas as causas e todas as horas”, comenta Terezinha Folador, devota e uma das voluntárias da Pastoral da Criança que anualmente produz o tradicional bolo cheio de medalhinhas. A crença leva milhares de fi éis todos os anos até as paróquias Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São Mateus, onde as voluntárias das Pastorais da Criança vendem o bolo com a imagem do Santo em seu recheio. Reza a lenda que quem acha uma medalha de Santo Antônio dentro do bolo irá encontrar o seu par perfeito.

Na quarta-feira (13), dia do Santo, vários bolos foram vendidos e toda a arrecadação foi voltada para as ações das pastorais.

A lenda

Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio foi um frade franciscano, nascido no ano de 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o Santo que ajuda as mulheres a encontrarem um marido por conta da ajuda que dava a moças humildes para conseguirem um dote e um enxoval para o casamento. Há várias explicações não oficiais sobre a sua “fama” de casamenteiro.

Uma das histórias contadas até hoje, refere-se à uma moça cuja família não podia pagar seu dote para o casamento. Desesperada, a jovem ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante.

O bilhete solicitava que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. O homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários
400 escudos de prata para que a balança atingisse o equilíbrio.

Nesse momento, o comerciante lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio teria feito a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e a partir daí, Santo Antônio recebeu entre outras atribuições, a de “Santo casamenteiro”.

Simpatias para ter sorte no amor

Todo mundo sabe que quem está à procura de um pretendente deve pedir ajuda a Santo Antônio. O povo brasileiro acredita que ele é milagroso e que 13 de junho, data em que é celebrado o seu dia, é também o momento de fazer simpatias e deixá-lo de castigo para chamar sua atenção. Santo Antônio é a esperança para quem quer ser feliz a dois.

Durante a semana em que a data é celebrada, muitos devotos desenvolvem simpatias crentes em obter sorte no amor. A equipe da Gazeta Informativa pesquisou algumas alternativas dessas simpatias junto aos leitores do jornal e traz as principais relatadas:

A simpatia mais tradicional se refere a deixar o Santo de cabeça para baixo ou amarrado dentro de algum recipiente com água, pedindo sua interseção para encontrar um namorado (a), marido ou esposa, para que possa ser solto e desafogado.

Mas várias outras simpatias também foram elencadas, como por exemplo: no dia 13 de junho comprar um copo; enche-lo com água; adicionar três pitadas de sal e um botão de rosa vermelha. Deixe a flor no recipiente até que ela murche, e tome um banho com essa água, repetindo 13 vezes a frase: Santo Antônio, Santo Antônio, mande um Antônio para mim.

Também no dia 13 de junho coloque uma fi ta vermelha no sutiã, entre os seios, e use-a por sete dias. Retire e guarde-a dentro de um envelope e leve-o fechado aos pés de Santo Antônio. Peça ao Santo que realize seu desejo e acenda uma vela vermelha de sete dias.

Antes de ir a uma festa junina, coloque uma rosa vermelha em 1 litro de água e deixe ferver por cinco minutos. Espere esfriar e adicione uma colher de mel puro. Jogue a água pelo seu corpo, inclusive na cabeça. Depois, tome um banho. A promessa é de que o amor da sua vida estará nessa festa.

E quando a simpatia se torna realidade?

Em meio a tantas simpatias e bolos com a imagem de Santo Antônio, a equipe do GI foi atrás de uma história de amor, que de fato possa justificar-se pela interseção divina, graças às simpatias. Encontramos a história de um casal que não é são-mateuense mas tem na Terra da erva-mate um capítulo especial na história de suas vidas.

Vamos conhecer um pouquinho da história da Analucia Hanisch que há 17 anos, conheceu seu atual esposo, segundo ela, graças às simpatias de Santo Antônio.

Ainda muito jovem e residindo na cidade de General Carneiro, Analucia trabalhava na agência do Banco do Brasil e todos os dias se deslocava à cidade de União da Vitória (UVA), junto à sua fi el escudeira e melhor amiga, Vanessa Soares, para cursarem direito no campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na cidade.

Há exatos 17 anos, precisamente no dia 12 de junho de 2001, as colegas tomaram rumo à UVA num ônibus que geralmente estaria cheio de acadêmicos com o mesmo intuito de estudar, mas naquele dia em especial, todos que tinham namorado ou namorada decidiram tomar outro rumo, para comemorar o Dia dos Namorados. Restando, coincidentemente segundo Analucia, somente as solteironas.

Era um dia muito frio, talvez um dos mais frios daquele ano, logo após o término das atividades acadêmicas, Analucia e Vanessa correram até o ônibus para voltar para casa. Em meio ao frio, todas as mulheres do ônibus se depararam com a situação de que todas que ali estavam eram solteiras em pleno Dia dos Namorados.

“Foi aí que brinquei que ainda não era meia noite e, portanto, ainda poderíamos conquistar o amor de nossas vidas. Se não desse certo, no outro dia seria dia de Santo Antônio”, recorda-se Analucia, que ainda comenta que a partir daquela indagação, as meninas começaram um debate sobre as simpatias ao Santo casamenteiro.

Em meio ao trajeto que ainda restava até chegarem em casa, Analucia e Vanessa tomaram nota de todas as simpatias e combinaram que chegando em casa iriam experimentá-las.

Motivadas pela empolgação, as amigas fi zeram todas as simpatias que exigiam alguma matéria prima que elas tivessem em casa, desde usar a imagem do Santo com mel, colocar em bacia com água no sereno, no congelador da geladeira, e várias outras. Tudo isso diante um frio imenso, que desencadeou em uma das maiores geadas da história daquela região no dia seguinte.

Logo de cara, o primeiro resultado obtido por Analucia foi um resfriado, inclusive uma infecção em sua garganta, que fez a jovem procurar a farmácia mais próxima em busca de medicamentos. Ela lembra que chegou na farmácia, exatamente no dia 20 de junho, sete dias depois, logo no término do expediente.

Analucia lembra que conhecia o office boy da farmácia das fi las do banco onde trabalhava e naquele dia, devido ao fato de não estar bem, Ivan Paulo de Macedo lhe acompanhou até sua casa e lhe preparou um chá, lhe deu os remédios que havia comprado na farmácia e dali nasceu o grande amor dos dois, que hoje tem como fruto Vitor Hugo Macedo, de 13 anos, filho do casal.

Segundo a devota de Santo Antônio, ela não sabe precisar bem qual das simpatias trouxe o resultado esperado, mas a amiga Vanessa, após 6 meses, conheceu seu namorado, com quem noivou e casou, e persistem juntos até hoje. Talvez apenas a coincidência, mas as amigas garantem que são felizes hoje junto de suas famílias, graças ao poder de Santo Antônio.

(Arquivo Pessoal)

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