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Consciência coletiva

(Imagem Ilustrativa)

O mundo se globalizou, não apenas nas suas dimensões econômicas – a busca de novos mercados e a competitividade internacional – mas também nas suas dimensões culturais e políticas.

Nas suas dimensões econômicas, a globalização pode ser entendida, a grosso modo, como sendo o movimento de busca de valorização do capital e ampliação de novos mercados consumidores por parte dos países capitalistas. Nessa conjuntura da globalização, várias transformações notáveis vêm ocorrendo, uma é que a tecnologia adotada nos processos produtivos está provocando um desemprego estrutural, crescente individualismo e menos interesse global. Na medida em que esse processo, em função da globalização não restringe-se aos países centrais, os problemas relacionados à formação de uma mão-de-obra mais escolarizada, com autonomia própria, competente e em condições de fazer frente a estas mudanças, por um lado, e por outro os problemas direcionados ao desemprego tecnológico originado do aumento de produtividade das empresas, tornam-se questões de amplitude global.

Desde o século XX, o Brasil veio se destacando pelo desenvolvimento nas cidades e pela modernização do campo, porém, demonstrou-se ao longo do caminho um país devagar e incrédulo pelo desenvolvimento aprimorado como foi em países desenvolvidos. Muitos acreditam que tal comportamento brasileiro tenha vindo do repúdio de uma colônia explorada e desnacionalizada, ainda na rejeição dos portugueses em propor uma educação de qualidade ao povo que aqui estava.

A percepção de um país desenvolvido é encontrar nele uma boa saúde, educação, espírito coletivo e segurança, além do viés econômico. O sociólogo Émile Durkheim enfatizou em suas teorias os conceitos sobre solidariedade, os quais apontam que a sociedade mudou desde que ocorreu uma renovação do papel do indivíduo na sociedade, determinando-se uma comunidade com pessoas mais individualistas e egocêntricas.

Logo, o que podemos observar é um número crescente de carros nas ruas que demonstram o intenso individualismo e despreocupação com o coletivo gerado pela sociedade moderna. Algumas pessoas preferem gerar transtornos nas ruas e no meio ambiente ao invés de unirem-se e buscarem medidas para exigirem políticas públicas que beneficiem o transporte coletivo.

Portanto, as diferenças sociais presentes na cidade moderna, demonstram a falta de conscientização das pessoas com relação a cidadania e o bem comum, preferindo reger suas vidas por questões singulares e viver em suas fortalezas, pensando menos na comunidade e na nação brasileira, gerando problemas coletivos.

Devemos refletir sobre como o processo de desenvolvimento imposto aos países em desenvolvimento no mundo, e como isso está nos influenciando como seres humanos. Podemos termos países desenvolvidos, porém, que seja em todas as áreas: saúde, educação, segurança, economia etc., mas também no nível de consciência coletiva, ou seja, pensar no país em que vivemos, no planeta e na humanidade. Jamais devemos esquecer que somos SERES HUMANOS!

Texto escrito por Christine Vieira da Silva – estudante e Everaldo da Silva – cientista social e professor

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