(Imagem Ilustrativa)

Os golpes digitais continuam a acontecer e com maior frequência, visto que a pandemia ampliou a utilização de transações bancárias por meios eletrônicos, mas nem todos estão familiarizados com as novas tecnologias, principalmente as pessoas mais idosas.

Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos – Febraban, em 2020 houve um aumento de 80% nos golpes eletrônicos. O mais comum ocorre através de invasão dos sistemas, ou seja, do computador ou celular, por meio de phishing, que são mensagens que carregam vírus para dentro do aparelho e que direcionam o usuário para sites falsos. Mas, apesar dos investimentos em segurança realizados pelos bancos e empresas, os ataques virtuais evoluem e atingem seus objetivos.

Muitos dos golpes atuais estão direcionados a estrela do momento, o PIX, que é um sistema instantâneo de pagamentos. O alerta é o mesmo: muita atenção ao realizar transações financeiras. É fundamental checar os dados do recebedor, seja uma pessoa física ou estabelecimento comercial. Não realizar o cadastramento fora dos canais oficiais dos bancos, somente nos aplicativos, na internet banking ou diretamente nas agências.

É importante reforçar que nunca se deve clicar em links recebidos por e-mail, WhatsApp ou mensagens de SMS, pois pode direcionar a um cadastro falso onde dará a chave PIX para os golpistas.

Entre os meios mais utilizados está o WhatsApp. Os golpistas enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro, solicitam o código de segurança que já foi enviado por SMS, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação do cadastro. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferência via PIX. Uma medida simples para evitar que o seu WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitada em links recebidos.

O WhatsApp também é o meio utilizado em outra modalidade de fraude eletrônica. O golpista escolhe uma vítima, pega sua foto nas redes sociais e pesquisando consegue descobrir números de celulares de contatos. Com esse novo número de celular, manda mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daí, pede uma transferência PIX, dizendo estar em alguma situação de emergência. Nesta fraude, o golpista não tem o trabalho de clonar o Whatsapp da vítima.

A Febraban alerta que é necessário ter todo o cuidado com a exposição de seus dados em redes sociais, como, por exemplo, em campanhas falsas, sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário, pois muitas vezes é justamente esse o início do golpe.

Ao receber uma mensagem de algum contato antigo com um número novo, é preciso certificar-se que a pessoa realmente trocou seu telefone. Se ocorrer contato solicitando dinheiro pelo WhatsApp, desconfie e procure falar pessoalmente com a pessoa, não apenas por mensagens. Ligue para o número antigo e tente confirmar a mudança. Não faça o PIX ou qualquer outro tipo de transferência até falar com a pessoa.

Muitos dos golpes, infelizmente, ocorrem dentro dos presídios. Também podem se passar por funcionários ou falsas centrais telefônicas de instituições financeiras. O golpista entra em contato com a vítima se passando por um funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo, muitas vezes “chutando” a instituição e acertando. O golpista oferece ajuda para cadastrar a chave PIX, ou ainda diz que o usuário precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantâneos para regularizar seu cadastro, o induzindo a fazer uma transferência bancária.

Outro golpe que ataca diretamente a ganância das pessoas é a que vem sendo praticada por quadrilhas e que envolvem o PIX, é o chamado golpe do “bug” (falha que ocorre ao executar algum sistema eletrônico). Através de mensagens e vídeos que estão circulando pelas redes sociais por quadrilhas, afirmam que, graças a um “bug” no PIX, é possível ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Entretanto, ao fazer este processo, o cliente está enviando dinheiro para golpistas. Os canais oficiais do Banco Central e Febraban já alertaram que não há qualquer “bug” no PIX.

É muito importante ressaltar que o cliente sempre deve desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fácil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail. Também saibam que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, tampouco funcionários de bancos ligam para clientes para fazer testes com o PIX. Na dúvida, procure esclarecimentos com seu banco e evite aborrecimentos e prejuízos.

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
De São Mateus do Sul direto para Alemanha
Casamento de casal surdo emociona familiares em comunidade de São João do Triunfo
Percorrendo o Caminho da Fé