Fazendo parte das comemorações do aniversário de São Mateus do Sul, a Prefeitura Municipal e o grupo Matte Cultural realizam um evento inédito em nossa cidade, com uma dupla comemoração: os 113 anos de São Mateus do Sul e os 26 anos da Casa da Memória Padre Bauer.

Após o período fechado, a Casa da Memória reabre com a apresentação Cyber Ilex, que se utiliza da tecnologia e apresenta uma árvore cibernética simbolizando o futuro de um dos nossos tesouros: a erva-mate. A obra foi desenvolvida pelo artista Jack Holmer, com estudos em obras sobre poéticas tecnológicas afetivas e tem esta árvore construída inteiramente por impressora 3D que retrata a Ilex paraguariensis, a nossa erva-mate, de maneira tecnológica. Mesmo com toda tecnologia, é impossível imitar a natureza e sua divindade, mas a árvore robô tem objetivo principal de provocar reflexões e propósitos aos visitantes.

Esta árvore cibernética, com toda a sua tecnologia, foi pensada para captar as emoções humanas. Com uma câmera, ela captura e faz a leitura facial de quem se aproxima, decifrando com sua tecnologia diferentes estados de humores que as pessoas apresentam. Ela também interage com os visitantes, respondendo de imediato com suaves movimentos e mudanças de cor. Além disso, um dispositivo com sensores captura sons emitidos por folhas naturais de erva-mate, transformando o ambiente em um cenário futurístico com muitas sensações. Algo muito diferente do que se costuma ver numa apresentação, que vai encantar e surpreender a todos os visitantes. Toda essa cena inédita, ainda será complementada por uma tela para transmitir conteúdos audiovisuais e representar o momento atual.

Fotos: O artista Christian Schönhofen retratou o habitat natural da ilex com imagens de ervais e da colheita, enaltecendo as belezas naturais e transformando os produtores de erva mate em verdadeiros heróis.

Este evento será inaugurado no dia 18 de setembro e seguirá até o dia 8 de outubro na Casa da Memória Padre Bauer, no horário das 10h às 16h sem fechar para o almoço.

O Matte Cultural ainda tem mais uma surpresa que vai ocorrer na Avenida Ozy Mendonça de Lima, com uma bela intervenção em forma de projeção, transformando o Edifício MC 50 (Imobiliária Alternativa e Civia) numa tela gigante, somente no dia 18 de setembro a partir das 18h às 00h, permitindo que todos que passarem por ali possam ver sem necessidade de aglomerações, podendo ser visualizado das calçadas, dos carros, das lojas e das residências de quem mora na vizinhança.

Equipe responsável pela Exposição: Ana Claudia Zampier, Angela Zampier, Christian Schönhofen, Fábio Chedid, Hilda Digner, Jack Holmer, José Fernandes, Vivian Marques, Wellington Lima e André Zampier.

Jack Holmer

Possui graduação em Licenciatura em Desenho pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (2004). É Mestre em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná (2008). Atualmente, é professor da Faculdade Internacional de Curitiba e da Universidade Tuiuti do Paraná. Já lecionou na Faculdade de Artes do Paraná no ano de 2007 e 2008. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Arte e Tecnologia, Robótica e Cibercultura e na área de Design, na qual foi coordenador de Projeto Gráfico do Museu Oscar Niemeyer.

Desenvolve sua pesquisa e obra sobre poéticas tecnológicas afetivas, que acontece tanto na estratosfera, como em montanhas físicas, em mundos virtuais e pode manifestar-se fenomenologicamente por meio de seres de inteligência artificial, em espaços digitais ou em robôs de concreto. Holmer pesquisa Vida Artificial e Robótica através da Semiótica, suas interfaces de interação e a gameficação da contemporaneidade, produzindo Robôs Interativos, Seres Virtuais Autônomos, GameArt, Documentários fílmicos e códigos computacionais.

O Matte Cultural

O projeto tem como objetivo restaurar a grande história da erva-mate e seus diversos personagens históricos. É independente e nasceu em forma de festival no ano de 2016, em pleno Largo da Ordem, local emblemático e inicial de Curitiba.

Diversas apresentações musicais em um final de semana de inverno que reuniu cerca de 5 mil pessoas no Memorial de Curitiba, apresentando exposição de obras dos principais museus e praça de alimentação com erva-mate, além do tradicional barbaquá com um bom mate raiz.
Coletivos de moda e cosméticos se misturavam com chá e drinks, trazendo uma proposta que, naquela época, não era compreendida, mas que certamente participou dessa propulsão que o mercado da erva-mate está conseguindo nos últimos anos.

Em 2017, o Matte Cultural escreveu proposta para uma exposição itinerante sobre erva-mate e hoje temos, depois de longo trecho, o projeto sendo executado, totalmente modificado, com participação absoluta da Covid-19. A Ilex paraguariensis foi muito importante para diversas cidades e, por conta disso, a decisão de mostrar aos que ainda não conhecem um pouco dessa história tão rica. Assim, os objetivos buscam integrar iniciativas de valorização da planta com foco no estado do Paraná, utilizando fatos e argumentos históricos para construção de um conceito atual e moderno de interagir com a erva-mate e toda a sua cultura milenar.

Hugo Lopes Júnior
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