(Imagem Ilustrativa)

Como foi o seu primeiro contato com a política? Foi através de conversas entre familiares ou no próprio ensino repassado por um professor em sala aula? Independente de como você teve esse conhecimento é fundamental que entendamos a importância de debater a política todos os dias, e principalmente, questionando quem pensa diferente.

Quando aprendemos sobre política com os nossos familiares, na maioria das vezes, levamos esse pensamento como base para o início de nossa vida cidadã. Concordamos com os princípios partidários dos nossos pais/avós, e partimos daí para aprender a lidar com movimentos sociais e decisões políticas. Em sala de aula aprendemos a diversidade presente em outros partidos políticos, e é com esse conhecimento que vamos desenvolvendo a própria maneira de pensar, seguindo nossas convicções que vão se formando.

Porém, está em debate há algum tempo o projeto “Escola Sem Partido” – que mesmo após explicações de equipe docente e discente sobre o que de fato acontece em sala de aula –, enfoca que os professores são responsáveis por uma “doutrinação ideológica” nas escolas. Além disso, o projeto inconstitucional destaca um cartaz com os deveres do professor, deixando completamente de lado os direitos do profissional, que é autoridade máxima em uma sala de aula e deve estar aberto para debates democráticos.

Com esse projeto, o foco não é apenas limitar a explicação de um professor, mas sim frear a capacidade de interpretação e desenvolvimento dos alunos, que devem acima de tudo questionar, pesquisar e entender o que de fato é aplicado em sala de aula. Em minha concepção o projeto não quer de fato deixar uma escola sem partido, mas sim limitar a capacidade cognitiva dos alunos em escolher um lado político. A escola tem o dever de promover a socialização entre raças, gêneros e opiniões distintas, e se essa interrupção for promovida com o projeto limitado à regras – e sem viés de fiscalização –, teremos um ensinamento retrógrado e sem jovens interessados por política. Se a política é tudo, o que será dela se as pessoas que assumirão os cargos não terão a mínima noção de sua importância?

Comentários

Compartilhe:


MATÉRIAS RELACIONADAS
A mágica do cano PVC
Não seja um abutre!
O país está sendo catalogado em dois lados