(Thaís Siqueira/Gazeta Informativa)

Pode parecer muito simples, mas haverá o dia em que dirão: ‘medida primordial e fundamental para evitar o contágio’. Não apenas do Coronavírus, tão eminente e presente na sociedade atual, mas de outras formas gripais que circulam. Países asiáticos já adotaram esta postura, sobretudo em períodos mais frios visando impedir a proliferação viral, vide postura de Coreia do Sul e Japão.

A máscara parece um adereço presente na composição de vestimentas. Muitas pessoas nas ruas, centros comerciais e transportes públicos usando o equipamento de proteção individual, mas que tem um efeito nos outros. Seria quase que um amor ao próximo, isso porque, não funciona de forma eficiente para evitar que os usuários sejam contaminados, mas ao usar, diminui consideravelmente a transmissão da doença para outras pessoas.

Diante destes conceitos a sociedade são-mateunse, juntamente com a prefeitura, decidiu organizar a fabricação de máscaras, atrelado à emissão de novo decreto com normativa técnica orientada pelo Ministério e 6ª Regional de Saúde. O pensamento é de que não basta estabelecer uma norma, mas dar condições para que as pessoas possam cumprir as recomendações, tendo o material disponível.

Decreto novo

O secretário de Saúde de São Mateus do Sul, Wagner Siben de Souza Wolff, cita de que para entender as normas era necessária uma interpretação de diversos, agora sintetizados. “Tinha que recorrer a todos os decretos para ter uma compreensão total sobre as restrições, as permissões. Enfim, então a gente unificou, consolidou toda a redação num decreto só, para tornar mais didática a interpretação das normas”, explica.

O uso de máscaras, outro diferencial instituído no novo decreto, tem foco na conscientização da luta diária contra o Coronavírus, ao lado da gestão pública, segundo o secretário. A partir de 22 abril, ao frequentar espaços comerciais, públicos e ambientes de trabalho é necessário o uso. “Criar esta consciência nas pessoas que além delas se protegerem, precisam proteger ao próximo”, frisa.

O documento define, também, com mais precisão o distanciamento social, com base em nota técnica do Ministério da Saúde e 6ª Regional de Saúde. Nisto, haverá um dinamismo para flexibilizar ou tornar mais rígidas as regras, conforme o avanço da pandemia. Wagner Wolff demonstra preocupação com a disponibilidade do aparato de atendimento à Saúde, disso as medidas tomadas.

“Art. 43 Considerando que a transmissão do novo Coronavírus pode ocorrer de forma assintomática fica estabelecido o uso de máscaras em âmbito municipal como forma de enfrentamento ao avanço da pandemia”, descreve o documento. Em transporte público ou particular, estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços, ou no trabalho o uso será recomendado e, depois, obrigatório.

“§ 2º Para os fins do disposto neste artigo, o uso de máscara vigorará até o dia 22 de abril de 2020 como recomendação, e, a partir de então, como obrigação. § 3º É responsabilidade de cada estabelecimento garantir o cumprimento das medidas dispostas neste artigo, ficando sujeito à fiscalização dos órgãos públicos e às penalidades previstas neste decreto e na legislação em vigor”, aponta o decreto.

Na terça-feira (14), a Prefeitura Municipal recebeu de entidades representativas comerciais, a doação de materiais para confecção de 30 mil máscaras a serem distribuídas gratuitamente para a população são-mateuense, visando a prevenção do Covid-19. Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS), Associação dos Amigos da Erva-mate (IG-Mathe) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico (CODESAMAS), fizeram a doação em nome de seus associados.
(Fotos: Renata Santana/CDL SMS)

O cidadão poderá fazer uso de máscaras de pano feita em casa ou adquiridas em comércios ou fabricantes, desde que esteja fixada no rosto e mantenha coberto o nariz e a boca. As demais regras de isolamento social, frequentar espaço público e eventos com aglomeração de pessoas seguem proibidos. Da mesma forma reuniões e eventos religiosos, permanecerem sem autorização para serem realizados.

De certa forma, o novo decreto veda sair de casa – local em que está isolado – sem estar utilizando o seu equipamento de segurança no rosto. “Art. 44 Fica recomendada a utilização de máscaras de proteção a todos os munícipes que desempenharem quaisquer atividades que interrompam provisoriamente o isolamento social, sem prejuízo das hipóteses de utilização obrigatória.”

Preservar a vida e a economia

O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de São Mateus do Sul (Codesamas), Manoel Cordeiro Júnior, destaca que existem várias frentes de trabalho, com a Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL) de São Mateus do Sul, presidida por Felipe Staniszewski. Também via presidência da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS), exercida por Luciano Castilho.

As ações têm, também, respaldo na Associação dos Amigos da Erva-Mate de São Mateus (IG-Mathe), por meio do presidente Fernando Toppel. “Preservando a vida em primeiro lugar”, frisa Manoel Cordeiro Júnior. Para além do decreto que regulamenta o uso de máscaras, pelas pessoas de forma geral, há o trabalho de buscar maneiras de preservar os postos de trabalho em São Mateus do Sul.

“Estes trabalhos precisam acontecer em paralelos. Primeiro, é a preservação da vida”, cita. “Feitos isso, precisamos preservar tanto os empregos quanto as empresas”, acrescenta. Disso a ação das entidades para manter todas as regras de proteção à saúde e medidas de segurança, mas valorizando o comércio local. Os representantes de classe têm de ajustar estas duas situações: saúde e economia.

“Já começamos esta campanha de compre no comércio local”, afirma o presidente do Codesamas. “Tudo que você precisa está disponível ou por delivery ou indo no comércio mesmo”, explica. Mantendo todas as precauções de distanciamento estabelecido nos decretos, cuidados com saúde e desinfecção, mas fortalecendo os empreendedores do município. “Este é o objetivo do trabalho em conjunto.”

Luciano Castilho cita que a entidade busca estar mais perto dos associados. “Saber como está, quais as dificuldades e de que forma podemos ajudar, tanto agora quanto na recuperação futura”, menciona. Sobre as máscaras, o presidente da ACIASMS salienta de que as quatro entidades se reuniram para disponibilizar de recursos para comprar material visando a confecção das máscaras.

“Compramos, por meio de uma vaquinha entre as quatro entidades, os materiais e estamos repassando para a prefeitura, que já tem um pessoal para isso, que vai costurar cerca de 30 mil máscaras”, relata o presidente. A medida, conforme Luciano Castilho, é para dar o respaldo necessário de proteção em saúde e permitir que se tenha as condições de segurança e saúde que permita o comércio exercer suas atividades.

Para a CDL, a maior importância no momento é de proteger a população. De acordo com o presidente, a união das entidades foi fundamental para que a doação pudesse ocorrer. Servindo de incentivo para demais organizações e empresas, independente da quantidade. Doações de tecido, fios de costura e elástico são bem-vindos. Assim como voluntários para costurar as máscaras em casa.

Os trabalhos estão centralizados no Chalé das Artes, que fica localizado na Praça do Iguaçu. Visando evitar aglomeração, a indicação é de que os voluntários possam pegar o material no espaço público e levar para costurar em casa. As 30 mil máscaras, de acordo com a CDL, ainda não são suficientes. Interessados em colaborar podem entrar em contato por meio do telefone: (42) 3912-7029.

CHARGE

Sidnei Muran

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