Momento da votação dos deputados. (Foto: Reprodução RPC)

Os deputados estaduais do Paraná aprovaram na tarde desta quarta-feira (4), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na previdência dos servidores com emendas. A sessão ordinária e duas extraordinárias foram realizadas na Ópera de Arame, em Curitiba.

A proposta foi aprovada em primeiro turno por 43 votos a 9. Duas sessões extraordinárias foram abertas na sequência para a votação em segundo turno e da redação final. Nas duas, o projeto foi aprovado pela maioria.
A PEC deverá ser promulgada na quinta-feira (5) pela mesa diretora da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), comandada pelo presidente Ademar Traiano (PSDB).

No projeto, que foi apresentado pelo Governo do Estado, consta o aumento da alíquota na contribuição dos servidores, de 11% para 14%, além do estabelecimento de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres se aposentarem.

Segundo o presidente da Alep, a mudança de local foi devido ao “momento crítico”. Na terça (3), servidores invadiram o prédio da Alep e ocuparam as galerias. Eles deixaram o local na tarde desta quarta.

A sessão ordinária desta quarta começou às 14h30. Após a aprovação da realização das sessões extraordinárias e uma discussão sobre a legalidade da votação da PEC em três turnos no mesmo dia, os deputados usaram a tribuna até por volta das 18h.

Somente deputados, servidores da Casa e jornalistas puderam entrar na Ópera de Arame, que estava cercada e protegida por 800 policiais.

Deputados de oposição entraram na Justiça contra a votação da PEC em sessões seguidas no mesmo dia. Segundo a oposição, por mexer no texto da Constituição a proposta deve ter tramitação diferente, com intervalo de cinco sessões entre uma votação e outra.

Ao final da sessão ordinária, oito dos nove deputados que votaram contra o projeto deixaram o local em forma de protesto e não participaram das votações em segundo turno e da redação final.

Discursos favoráveis e contrários aos projetos de reforma da previdência dominaram as discussões antes das votações.

Para o deputado de oposição Arilson Chiorato (PT) faltou diálogo do governo com os servidores estaduais. Segundo ele, a proposta também não foi apresentada pelo conselho gestor da ParanáPrevidência.

Fica aqui o nosso registro a essa não conversa, a essa falta de diálogo. Não existiu o diálogo. Aqui tem uma imposição. Fica o registro de medo, da truculência legislativa”, afirmou.

O deputado estadual Tiago Amaral (PSB) pediu consciência aos deputados e afirmou que a reforma é dura, mas necessária.

“Não podemos em hipótese alguma vender ilusões. Até porque foram as ilusões que nos trouxeram onde estamos. A reforma é dura. Ela é evitável? É se quisermos quebrar o estado e não conseguir pagar mais ninguém”, disse.

Veja como votou cada deputado em 1º turno:

Favoráveis

Adriano José; Alexandre Amaro; Alexandre Curi; Artagão Junior; Cobra Repórter; Coronel Lee; Cristina Silvestri; Delegado Fernando; Delegado Francischini; Delegado Jacovós; Delegado Recalcati; Do Carmo; Douglas Fabrício; Dr. Batista; Emerson Bacil; Evandro Araújo; Francisco Burher; Galo; Gilson de Souza; Homero Marchese; Hussein Barki; Jonas Guimarães; Luis Cláudio Romanelli; Luis Fernando Guerra; Luiz Carlos Martins; Mabel Canto; Mara Lima; Marcel Micheleto; Márcio Pacheco; Maria Victória; Mauro Moraes; Michele Caputo; Nelson Justus; Nelson Luersen; Paulo Litro; Plauto Miró; Reichembach; Ricardo Arruda; Rodrigo Estacho; Subtenente Everton; Tercílio Turini; Tiago Amaral; e Tião Medeiros.

Contrários

Goura, Professor Lemos; Tadeu Veneri; Arilson Chiorato; Requião Filho; Soldado Fruet; Luciana Rafagnin; Anibelli Neto e Boca Aberta Junior.

Ausente

Gilberto Ribeiro.

Não vota

Ademar Traiano (presidente).

Fonte: G1

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