Direito em Foco

Desmistificando o Feminismo

(Imagem Ilustrativa)

Olá queridas leitoras e queridos leitores, tudo bem? Espero que a semana tenha transcorrido de forma maravilhosa! Hoje vou tratar sobre o feminismo, precisamos esclarecer o conceito, saber como ele nasceu e como está avançando nos dias de hoje.

Primeiro ponto que precisamos esclarecer é que o feminismo NÃO É O OPOSTO DE MACHISMO! Porque eu digo isso? Porque muitas pessoas confundem e acham que as mulheres feministas odeiam os homens, querem “tomar” seus lugares e coisas do gênero… Pois bem, vamos conversar sobre o feminismo.

O feminismo (do latim femĭna, significa “mulher”) é um conceito que surge no século XIX, o qual se desenvolveu como movimento filosófico, social e político e sua principal caraterística é a luta pela igualdade de gêneros (homens e mulheres) e consequentemente pela participação da mulher na sociedade. Frise-se IGUALDADE DE GÊNEROS, ou seja, queremos nós mulheres ser tratadas de igual para igual. Não confundam isso, como já vi em alguns posts de redes sociais, que se as mulheres querem igualdade o homem não vai fazer isso ou aquilo. NÃO estamos falando em gentileza, em educação, estamos falando em salários iguais para cargos iguais, de mulheres na política, de mulheres em profissões que eram caracterizadas por serem “profissão de homem”.

Precisamos conscientizar a nossa sociedade, inclusive vocês homens que me leem aqui! Por exemplo… Sabe aquele ditado “ mulher no volante, perigo constante?” Pois então. Comentário machista, porque hoje, tanto homens como mulheres podem ser bons no que fazem ou ruins. Não é o sexo que define a capacidade de fazer algo, entendem? Precisamos mudar esses conceitos, esses ditados populares, precisamos compreender que as mulheres estão diariamente na luta para que sejam reconhecidas por seus MÉRITOS e não pelo tamanho da sua “bunda”! Precisamos “EMPODERAR” nossas mulheres, vamos à história do “empoderamento feminino”, ela não é tão antiga como deveria ser. Em geral, até o século XIX, a mulher era vista como um ser inferior aos homens, as quais não possuíam os mesmos privilégios que eles, por exemplo, ler, escrever, estudar, guerrear, enfim, escolher.

Diante disso, a figura feminina foi construída numa sociedade patriarcal, onde as atribuições da mulher estavam restritas aos afazeres domésticos e à educação dos filhos. Desde cedo, as meninas eram educadas para ajudar as mães nos trabalhos domésticos, casar e ter filhos. Nesse contexto, não podiam trabalhar fora, ao mesmo tempo que não tinham acesso aos assuntos relacionados com política ou economia.

Na Revolução Francesa (1789), a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, escrito no ano da Revolução, foi combatida pela “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, escrito pela feminista francesa Olympe de Gouges (1748-1793) em 1791.

No documento, ela criticava a Declaração da Revolução, posto que era somente aplicada aos homens. Além disso, alertava para a autoridade masculina e a importância das mulheres e da igualdade de direitos.

Por esse motivo, a revolucionária foi executada em Paris, dia 3 de novembro de 1793. No entanto, sua morte, considerada um marco do feminismo no mundo, fez surgir diversos movimentos feministas posteriores.

Assim, aos poucos, os movimentos feministas espalhados pelo mundo foram tomando corpo e cada vez mais lutando e conquistando diversos direitos reivindicados pelas mulheres (direito à educação, voto, contrato, propriedade, divórcio, igualdade de salários, aborto, etc.).

Nas culturas ocidentais, o movimento feminista passou a adquirir maior visibilidade a partir do século XX. Em épocas mais distantes seria impensável ter uma presidente mulher governando o país, ou mesmo, figuras femininas atuando e se consagrando em diversos campos: culturas, artes, economia, política, etc. Ademais, hoje em dia, grande parte das mulheres preferem não constituírem família, ou seja, não ter maridos ou filhos, fato considerado absurdo antes do século XIX. Sem dúvida, a filósofa francesa existencialista Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma das maiores teóricas e representantes do feminismo mundial. Sobre o assunto, sua obra de referência é o ensaio intitulado “O Segundo Sexo” (1949), onde faz uma análise sobre o papel das mulheres na sociedade. Segundo ela, “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.

Com essa pequena explanação, nota-se a dívida que a sociedade tem com a mulher! Por isso, precisamos lutar em prol de todas as mulheres, homens sejam feministas! Valorizem as mulheres, elogiem suas qualidades, não apenas sua aparência. Mulheres, se unam, busquem visibilidade, estudem, leiam, se informem, não abaixem a cabeça para esse mundo quadrado e infelizmente ainda machista. Porque lugar de mulher É ONDE ELA QUISER!! Tenham todos uma excelente semana e até a próxima.

Mirela Ohpis
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