Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Dia Internacional da Conscientização do Autismo é lembrado em São Mateus do Sul

“O autista vive em nosso mundo, mas ao seu modo”, garantem os especialistas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que o autismo afeta uma em cada 160 crianças no mundo. (Imagem Ilustrativa)

Na segunda-feira (2), comemorou-se internacionalmente, o dia de conscientização do autismo, e o mundo focou suas atenções a este transtorno que traz como forma de representação a cor azul e tem sua fundamentação da palavra grega, “autos”, que significa “eu”.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo, é um tipo de síndrome que acomete cerca de 2 milhões de brasileiros e cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. O TEA é uma condição do desenvolvimento neurológico, caracterizado por uma alteração da comunicação social e pela presença de comportamentos repetitivos e estereotipados.

O dia 2 de abril foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2007 e desde então, nos alerta para a importância de compreender o transtorno para que pessoas autistas sejam inseridas no meio social da melhor forma possível. O azul é considerado a cor do Autismo, devido sua prevalência ser maior em meninos, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina.

Segundo a Organização Não Governamental (ONG), Autismo & Realidade, que é formada por pais e profissionais da saúde, desde 2010, o autismo é revelado nos primeiros anos de vida. O autista demonstra dificuldades de compreender regras sociais. Além disso, o processo comunicativo é limitado, pois há barreiras de entendimento das intenções daquele que fala e da capacidade de comunicação. Desta forma, a interatividade se torna cada vez mais difícil.

Em escalas de comprometimento diferentes, o autismo pode se manifestar em grau brando e a pessoa pode ter uma vida normal, aparentando ser apenas diferente. Por outro lado, em casos mais graves, a pessoa pode se mostrar incapaz de gerenciar sua própria vida, afetando drasticamente a fala e o cuidado consigo mesma.

As causas que provocam o autismo são desconhecidas, a complexidade desse transtorno e o fato de que os sintomas e severidade podem variar, provavelmente são quadros resultantes da combinação de diferentes genes. Alguns problemas genéticos acontecem espontaneamente e outros são herdados.

O diagnóstico é processual, pois o médico levará em conta a história de vida do paciente, a análise de comportamentos e testes psicológicos, baseando-se nos critérios internacionais propostos pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM).

O tratamento é específico para cada caso, iniciado a partir do acompanhamento médico individualizado, levando em consideração as inabilidades e necessidades do autista. Entender esse transtorno cerebral é fundamental para que a sociedade consiga lidar com clareza e respeito os sintomas, ajudando os portadores de autismo a quebrar suas próprias barreiras. A conscientização favorece o respeito pelas diferenças.

Segundo a psicóloga Maria Helena Jansen de Mello Keinert, diretora do Self Center Espaço Terapêutico e especialista no atendimento a autistas, “o autista vive em nosso mundo, mas ao seu modo. Tem sua própria maneira de ver e se relacionar com tudo. Eles têm o seu próprio pensamento, fantasias e objetivos. Muitas vezes tentam se relacionar e interagir com os outros, mas de uma maneira não funcional. Assim, entre os principais objetivos dos tratamentos, há técnicas que visam retirá-los desse isolamento e trazê-los até nós.”

Em São Mateus do Sul a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) através do seu departamento específico da educação especial, desenvolveu flyer’s de conscientização da campanha, além de cartazes referentes ao tema, exposição dos trabalhos realizados pelos alunos no comércio local, murais nas escolas da rede municipal e uma palestra aos profissionais da educação, da saúde, pais e alunos, realizada nesta quinta-feira (5), no Centro Municipal da Juventude Laurival Kwiatkowski Mayer, pela psicóloga Giulia Helena Moura Moreira, especialista em autismo, que abordou o tema: “Aprendendo a cuidar de um anjo azul”.

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