(Fotos: Hugo Lopes Júnior/Gazeta Informativa)

O Conselho Municipal de Transporte de São Mateus do Sul (Comtrans) realizou na última segunda-feira, dia 12 de junho, uma reunião para tratar de assuntos diversos relacionados a problemas com o transporte coletivo no município, que tem sido alvo de diversas reclamações por parte dos usuários.

O Conselho já realizou outras reuniões com este tema em foco, a primeira foi no dia 21 de junho e a segunda no dia 8 de julho, culminando nesta mais recente com a participação de uma Comissão Especial de Transporte para discutir, em conjunto, os problemas que ocorrem com o transporte coletivo de passageiros, os quais têm preocupado a atual administração, que procura chegar num resultado que melhore consideravelmente o transporte oferecido à população.

Atualmente, fazem parte da Comissão Especial de Transporte: Andrey Chaves Wactvski, Resemar Ribeiro de Souza, Higo José da Rocha, Elis Cassiana Bueno Kotrich, Sidnei Neck, Marcelo Moraes do Amaral, João Dimas Muszalaki e Ricardo Serpe de Lima. Devido aos problemas recorrentes de tempos, sem que a empresa Santa Rita consiga apontar um caminho ou uma solução, existe a possibilidade do encerramento do contrato em vigor e a abertura de licitação para a vinda de outras empresas com condições técnicas para gerir o transporte municipal.

Entre as reclamações apontadas pela população, em relação aos serviços prestados, estão os horários das linhas de ônibus que foram reduzidos, o valor das passagens, a limpeza de alguns ônibus, a falta de acessibilidade para cadeirantes e, mais recentemente, os problemas com as passagens para os idosos. Até algum tempo atrás, os idosos que tinham passe livre nos ônibus passaram a ter que buscar na empresa passes em número limitado.

O problema com os idosos foi tema de discussão na sessão da Câmara Municipal do dia 29 de junho, quando o vereador Jorge Manfroni levantou a questão através de um requerimento, pedindo explicações para a Prefeitura Municipal. Ele ganhou o reforço dos demais parlamentares para solucionar a situação criada com a modificação, que dificulta o deslocamento de idosos. Antes, eles poderiam fazer quantos deslocamentos fossem necessário e, sem mais explicações, tiveram que se deslocar até a sede da empresa e, com cadastro, realizar a retirada dos passes de papel, sendo passível de perda e, para muitos casos, não cobrindo a rotina de muitos com os 30 passes cedidos, que permitem 15 deslocamentos (ida e volta) por mês. A gratuidade no transporte coletivo é um direito assegurado tanto no Estatuto do Idoso quanto na lei orgânica do município.

Hugo Lopes Júnior
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