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Do calor do Zimbabue, ao frio são-mateuense

Alanna e a bandeira oficial do Zimbabue. (Foto: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Alanna Cross, de 16 anos é natural de Harare, capital do Zimbabue, um país da África Austral (região sul do continente africano) de clima tropical, moderado devido as suas altitudes. Alanna é intercambista do Rotary Club São Mateus do Sul e chegou no município no mês de janeiro deste ano.

A equipe do Rotary realiza intercâmbio de jovens entre 15 a 19 anos, que buscam promover a oportunidade de conhecer outras culturas, aprender novos idiomas e ampliar seus horizontes. Os Rotary Clubs patrocinam o programa em mais de 100 países, transformando os jovens em verdadeiros cidadãos pelo mundo, desenvolvendo suas habilidades de liderança, tornando-os pessoas globais.

Com familiares irlandeses, filha de um pastor da igreja batista e de mãe enfermeira, Alanna tem 3 irmãs, das quais sente muita falta, mesmo sentindo-se muito acolhida em São Mateus do Sul. Sendo sua primeira vez sozinha em outro país, a intercambista nos conta como está sendo essa experiência na terra do mate.

Como veio parar até aqui

Sempre convivendo com pessoas intercambistas no Zimbabue, Alanna considerava incrível a ideia de sair do próprio país e conhecer uma cultura completamente diferente da dela. No princípio, contou do seu interesse para seus pais, e eles custaram aceitar esta ideia de ficar fora de casa. “Minha escola lá no Zimbabue sempre teve muito intercambista de outros países também, e eu falava sempre com eles, e achava tudo muito legal. E eu gosto de viajar e quero cursar turismo, então tudo isso me ajudou na decisão. Por ser muito nova, com escola e tudo mais, meus pais ficaram com medo de me liberar. Sozinha e com 16 anos é tudo muito difícil, mas a minha insistência fez com que eles aceitassem e me apoiassem na decisão”, relata.

A escolha do Brasil como país para seu primeiro intercâmbio se deu pelo fato de ser muito diferente do país de origem em questões culturais. “Eu achava que o Brasil era só calor, festa (carnaval) e praias por tudo”, comenta, e apesar de parar em uma das cidades mais frias do Paraná, com uma cultura diferente da carnavalesca e nada praiana, Alanna não se arrepende em nada na escolha.

Na sua primeira experiência sozinha, Alanna se sente extremamente feliz por tudo que está vivendo, mas as dificuldades pelo novo foram presentes no início do intercâmbio, “no começo é muito difícil, porque eu não conhecia ninguém e não falava nada de português. É muito difícil não conseguir falar com as pessoas, mas agora estou muito feliz e tenho muitos amigos por aqui”, conta.

Português é uma das línguas mais difíceis para se conseguir falar, e Alanna aprendeu nas experiências diárias. “Quando eu cheguei aqui só falava oi (risos). Só escutei as pessoas falando e fui aprendendo. Aqui todo mundo fala ‘nossa’, né? Eu agora sempre falo ‘nossa’ porque todo mundo fala e agora eu também (risos)”. Estando há 7 meses em São Mateus do Sul, Alanna entende muito do português, e está se saindo muito bem na conversação.

Conhecendo e nos fazendo conhecer um pouco do novo

Alanna é uma menina que gosta muito da praticidade e do fazer com as próprias mãos. Gosta de lidar com as pessoas e conhecer na prática tudo que é inovador. Como ainda está cursando o ensino médio, já passou pelo Colégio Integral, e atualmente estuda no Colégio Milenium, lugares estes, que fizeram e fazem Alanna conhecer um pouco dos jovens são-mateuenses que lhe ajudam na adaptação com a nova cultura.

A troca de experiências em atividades de intercâmbio favorece tanto a vida do intercambista quanto na vida de quem o recebe. Alanna fica 3 meses em cada casa de membros do Rotary Club Xisto do Iguaçu, e estas casas são consideradas uma nova família na vida da zimbabueana, que já passou pela casa de Edir Koppe, João Clayton Barboza e agora está na casa de Marcio Antonio de Lima Barbosa.

Por onde passou, Alanna leva um pouco da cultura de seu país, como o costume de comer com as mãos, de acordo com Alanna, a sadza (muito parecido com a polenta aqui no Brasil) é uma comida sem o acompanhamento de talheres que é muito presente na cultura do seu povo.

Aqui conheceu e gostou muito de experimentar e comer açaí e pastel, alimentos estes, que não se encontram no Zimbabue, mas são os seus preferidos na estadia brasileira, sem falar do bom chimarrão típico de São Mateus do Sul que Alanna se tornou fã. Tem a praça do Rio Iguaçu como um de seus lugares preferidos do município, e pretende conhecer cada vez mais sobre a cultura brasileira.

Alanna Cross ficará no Brasil até janeiro de 2018, e pretende trazer a sua família para visitar e conhecer suas novas famílias brasileiras algum dia. Esta bonita troca de experiências e conhecimentos fará uma grande diferença na vida de jovem, que com toda certeza, sairá ainda mais rica depois dessa experiência em solos são-mateuenses.

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