Máquina do Tempo

Doces ou Travessuras?

A partir de produções como O Mágico de Oz, o cinema hollywoodiano formatou a imagem da bruxa como uma velha feia, nariguda, cheia de verrugas (bruxa do Leste). Por outro lado, também a sensualizou, como sendo uma mulher feiticeira, cheia de truques e armadilhas para enganar homens. (Foto: Pinterest – Acesso em: 23/10/18)

O famoso “Dia das Bruxas”, ou em inglês, Halloween, é uma data milenar, que ganhou novos significados e símbolos com o passar do tempo. Os antigos povos celtas praticavam o politeísmo, ou seja, acreditavam em diversos deuses, geralmente divindades ligadas à natureza. Assim, uma das principais deidades do panteão de quase todas as culturas pagãs, sempre foi a Deusa Mãe. Ela era a terra, portanto, representava a vida, a maternidade e a fertilidade. Feminina, era a própria origem de toda a vida, pois assim como uma mulher gera um filho no útero, a terra é quem gera a vida mineral, vegetal, sustento de animais e homens (sacou a referência do filme Avatar? Hehe). Portanto, os ciclos da natureza, de vida e morte, para esses povos, tinham conotação divina e deviam ser celebrados. O Festival de Samhain, dedicado a cultuar os mortos, era celebrado entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, marcando o fim do verão (no hemisfério norte). Acreditava-se que nesses dias, o véu que separava o mundo dos vivos do mundo dos mortos, abria-se. Era necessário, portanto, homenagear os ancestrais falecidos. Como? Fazendo oferendas de comidas e bebidas, ascendendo uma fogueira para dançar e cantar em volta dela, por exemplo. Nada de bruxas narigudas e malvadas, voando em vassouras e comendo criancinhas! O famoso “Dia das Bruxas”, ou em inglês, Halloween, é uma data milenar, que ganhou novos significados e símbolos com o passar do tempo. Os antigos povos celtas praticavam o politeísmo, ou seja, acreditavam em diversos deuses, geralmente divindades ligadas à natureza. Assim, uma das principais deidades do panteão de quase todas as culturas pagãs, sempre foi a Deusa Mãe. Ela era a terra, portanto, representava a vida, a maternidade e a fertilidade. Feminina, era a própria origem de toda a vida, pois assim como uma mulher gera um filho no útero, a terra é quem gera a vida mineral, vegetal, sustento de animais e homens (sacou a referência do filme Avatar? Hehe). Portanto, os ciclos da natureza, de vida e morte, para esses povos, tinham conotação divina e deviam ser celebrados. O Festival de Samhain, dedicado a cultuar os mortos, era celebrado entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, marcando o fim do verão (no hemisfério norte). Acreditava-se que nesses dias, o véu que separava o mundo dos vivos do mundo dos mortos, abria-se. Era necessário, portanto, homenagear os ancestrais falecidos. Como? Fazendo oferendas de comidas e bebidas, ascendendo uma fogueira para dançar e cantar em volta dela, por exemplo. Nada de bruxas narigudas e malvadas, voando em vassouras e comendo criancinhas!

Com a cristianização desses povos, houve também a cristianização de tais datas. Desde o século IV, a Igreja Síria dedicava um dia a “Todos os Mártires”. Já o dia de “Todos os Santos” da igreja ocidental, era celebrado inicialmente no dia 13 de maio. Porém, mais tarde o Papa Gregório III resolveu adotar o 1º de novembro como o “Dia de Todos os Santos” e o dia 2 de novembro como “O Dia de Finados”. Tais modificações, para que a assimilação do calendário e da fé cristã fosse maior por parte dos povos que ainda praticavam o paganismo. A continuidade da alusão aos mortos e a divindades (santos), se mesclou com diversas tradições europeias medievais. Por exemplo, na França entre os séculos XIV e XV, era costume usar “disfarces” para proteger-se ou cobrir os ferimentos e marcas causadas pela Peste Negra. Na Inglaterra, crianças de rua famintas, ofereciam orações de porta em porta a familiares de pessoas falecidas, em troca de pão e bolo, entre vários outros costumes que foram incorporados. Com a colonização inglesa nos E.U.A, os colonos trouxeram tais costumes, por isso, os americanos possuem uma forte tradição em comemorar o Halloween desde sempre. Por conseguinte, com a magnitude de sua indústria cultural, sobretudo no cinema, o “Dia das Bruxas” estadunidense é o mais popular atualmente. No Brasil, o dia 31 de outubro, também é o dia da personagem folclórica do Saci-Perere. Porém, como pudemos ver, ao longo da história, não é exclusividade de um país, de uma cultura, e de um povo comemorar o “Dia das Bruxas”. Então está tudo bem comemorá-lo no Brasil também, e até quem sabe ir a uma festa a fantasia de Saci-Perere! Hoje fico por aqui, e até a próxima viagem pessoal!

Acadêmica de bacharelado e licenciatura em História pela UFPR (2015), membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Mateus do Sul (2016), e atua como monitora no Museu Egípcio e Rosacruz de Curitiba (2016). Mesmo sendo sua área de pesquisa a História Antiga, é apaixonada pela História Regional.

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