O lançamento do documentário aconteceu no auditório da Sede Regional do Sindipetro de São Mateus do Sul no dia 27 de fevereiro. (Foto: Acervo Davi Macedo)

O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro), produziu um documentário sobre a experiência do são-mateuense José Romeu Nadolny durante a ditadura militar. Nomeado de “EXPURGADO”, o conteúdo em vídeo aborda o início dos trabalhos do sindicato em São Mateus do Sul e a realidade de vida do petroleiro na época de perseguições militares. O conteúdo produzido no ano de 2012, foi lançado no dia 27 de fevereiro desse ano, no auditório da Sede Regional do Sindipetro de São Mateus do Sul, e contou com a presença de Romeu, seus familiares, funcionários da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), e amigos.

Temas como a participação na fundação do Sindipetro, tortura psicológica e a luta de Romeu pela anistia foram abordados durante os mais de 17 minutos de conteúdo documentado. Segundo o produtor Davi Macedo, bacharel em jornalismo pela Universidade Positivo (UP), especialista em comunicação política e imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestrando em jornalismo pela Universidade Estadual do Paraná (UEPG), o resultado do material foi satisfatório. “Porém o que me deixou mais contente foi ter a oportunidade de contar a história do José Romeu, que, resguardadas as proporções, é parte da história da cidade”, ressalta.

Apresentação do documentário.

Segundo o material de divulgação do conteúdo, Romeu Nadolny ajudou a construir a Usina do Xisto e em 1962 participou da fundação do Sindipetro e foi demitido e perseguido pelo Golpe Militar de 1964. Sendo o filho mais velho de uma família de agricultores da comunidade de Arroio da Cruz, Romeu se mudou ainda muito jovem para São Mateus do Sul em busca de oportunidades. Começou a trabalhar na Petrobrás aos 22 anos, e taxado de comunista e subversivo pela ditadura militar, foi expurgado da Petrobras apenas três meses após o golpe de 1964. Mesmo depois de sua demissão, a perseguição e coação pelos militares continuou. “O documentário busca contar a história de vida de Nadolny a fim de preservar a memória e mostrar as atrocidades cometidas pelo regime autoritário. Ao dar voz a um personagem conhecido da cidade, cuja história permanecia de certa forma velada, acredito colocar um pouco de luz a um período sombrio e, assim, contribuir para a preservação da memória do município”, expressa o produtor.

De acordo com Nadolny, o período da ditadura militar pode ser resumido pelo assassinato dos inimigos do governo daquele período. “Foi uma ditadura assassina, que matava e consumia com os corpos. A ditadura foi na base do crime, mentira e barbárie”, expressa o são-mateuense no documentário. Clique aqui para acessar o conteúdo na íntegra.

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