(Imagem Ilustrativa)

Antes de escrever meu último artigo do ano aqui no jornal, parei e fui ler o texto que fiz na mesma época ano passado – claro, assim faço aqueles comparativos básicos e vejo se tudo que eu disse fez algum sentido. Lembro que tratei meu ano que se passou como se fosse uma pessoa forte e audaciosa, mas com medo de algumas situações. Bem, 2019 foi exatamente assim, só que em um grau de maturidade bem mais forte.

Para quem acompanha o jornal toda semana e lê as reportagens escritas em cada uma das páginas não imagina o quanto isso me deixou apavorada no começo do ano, quando me tornei a única repórter responsável pela redação da Gazeta. Foi um desafio que no começo me tirou algumas noites de sono e me fez tomar alguns remédios para ansiedade. “Mas e se não der tempo de entregar tudo?”, deve ter sido o pensamento que eu mais tive no ambiente de trabalho nesse tempo.

Lembro que um dia alguém chegou para mim e falou que deve ser fácil passar o dia todo sentada em frente de um computador. Acho que se eu tivesse recebido um soco na boca do estômago seria menos dolorido. Trabalhar em um jornal não é apenas ficar sentada contando histórias e escrevendo sobre as festas que acontecem pela cidade. Haverá dias que você vai precisar se virar em três, quatro ou cinco pessoas para conseguir dar conta de toda a demanda.

As rotinas ficaram cada vez mais rápidas e penso que isso justifica o porquê que o meu ano passou tão rápido. Sabe, fico feliz quando alguém me para na rua ou me manda mensagem dizendo que leu o que eu escrevi. É uma recompensa por todo o esforço que tive para chegar até aqui. Meu muito obrigada para cada um de vocês!

Quando eu era criança pensava que 2020 seria uma época muito futurista, com inovações tecnológicas e mudanças em muitos aspectos sociais. As inovações estão chegando aos poucos, mas em relação as mudanças sociais estamos caminhando a passos de tartaruga. Dói o meu coração ver a forma que as classes mais baixas estão sendo tratadas com os seus direitos caindo pelo ralo como água da torneira. Machuca ainda mais ver que estamos sendo feitos de palhaços em uma realidade que não respeita o ser humano. Se queremos que 2020 seja um ano melhor, devemos agir como tal.

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