Jornal de São Mateus do Sul (PR) e região

Dos consoles nas lan houses à periféricos próprios: conheça a paixão e investimento dos são-mateuenses pela área de videogame

Da esquerda para direita: Mozart Moreira, Rodrigo Bianek e Welington Hranhuk Pereira. (Fotos: Cláudia Burdzinski/Gazeta Informativa)

Passar horas em frente à um console ou computador fez (e podemos dizer que ainda faz) parte da rotina de muitos jovens que cresceram nos anos 90 e vivenciaram de perto a explosão na inovação dos jogos de diversos segmentos. Estes adolescentes começaram a conhecer no seu cotidiano mais pessoas que também se identificaram com o assunto nesse processo de evolução, que antes eram bem arcaicos.

Essa prática e convivência no universo de jogos se estendeu para lan houses (locais onde encontravam-se computadores e consoles para locação de uso no próprio local). Muitos lugares dessas categorias eram o ponto de encontro para jogadores, e talvez quem sabe, o ringue, o estádio de futebol e o campo de batalha (dependendo o segmento do jogo) para as equipes que disputavam e até criavam torneios entre si.

Inicialmente o universo de jogos veio em especial para objetivar a experiência de adultos, e toda essa gama na evolução cibernética proporcionou o reconhecimento nas áreas ligadas ao progresso de inteligência também para os adolescentes daquela época, que hoje revelam o novo cenário de experiência e visão tecnológica que antes eram frisados apenas para o público adulto.

Os três são-mateuenses Mozart Moreira, 30 anos, professor de informática, Welington Hranhuk Pereira, 28 anos, instrutor de informática e vendedor de peças do segmento e Rodrigo Bianek, 22 anos, recém-formado em educação física, vivenciaram em sua infância toda está evolução de jogos, e acompanham esse processo até hoje. “Existe ainda um certo preconceito nessa relação de idade e ainda continuar investindo em jogos, e uma coisa que eu sempre falo que não é de hoje que jogar videogame é coisa apenas de criança”, defende Mozart.

O primeiro contato que Mozart teve com jogos foi com 11 anos através de consoles de videogames, e para quem não conhece, o console é responsável pela execução dos jogos. “Lembro que soube da existência de jogos, como a maioria das pessoas, através dos consoles Mega Drive e Super Nintendo, e os principais jogos que comecei eram de automobilismo e aventura”, diz.

Welington teve seu primeiro contato geral na área de videogame com 8 anos na casa de alguns familiares, “lembro que estavam jogando Sonic no Mega Drive, e eu acabei gostando e querendo ganhar meu próprio videogame”, comenta, e lembra que conseguiu com 9 anos o tão esperado console, mas acabou ganhando um Dynavision que não possuía ligação com o que ele queria realmente ganhar.

Já Rodrigo começou nos jogos com 5 anos de idade, quando ganhou o seu primeiro Super Nintendo, e lembra que com esse console jogar Mário estava na listagem de suas atividades preferidas quando criança. “Eu morava em um apartamento e meus vizinhos tinham Mega Drive, lembro que me mostraram Sonic e minha mão era minúscula e nem conseguia segurar o controle direito”, conta.

A partir desse momento de descobrimento nos videogames, os três jovens começaram a se aperfeiçoar e consequentemente, aproveitar a fase de inovação em jogos que estavam tomando conta do cotidiano daquela época, que se estendem até os dias atuais.

“Lembro que vendi meus dois Mega Drives juntei mais dinheiro e comprei meu primeiro computador e foi com ele que começou meu interesse, pois acabei saindo dos consoles para experimentar uma nova experiência com os computadores”, enfatiza Mozart.

Rodrigo teve seu contato mais avançado através de Mozart, pois os dois são primos. “Para a minha evolução no jogo tenho duas justificavas: uma foi o Mozart que me apresentou o primeiro jogo de estratégia, o Age of Empires, e também quando meu pai me levou a primeira vez em uma lan house e eu conheci o CS, lembro que era a Plug Play aqui em São Mateus”.

Os três jogadores lembram do sucesso e do quanto as lan houses de computador ajudaram no aperfeiçoamento de ambos em jogos nos anos 2000, e recordam que existia filas para usar um aparelho do local. “Você chegava a ficar bravo porque tinha gente esperando e você não podia pegar mais uma hora para jogar”, diz Rodrigo. Muitas pessoas iam até as lan houses jogar com amigos e entre as pessoas que estavam nos computadores vizinhos no próprio estabelecimento.

Já a evolução de Welington foi um pouco mais lenta, pois o console que ele possuía acabou queimando. “Lembro que fiquei um bom tempo sem jogar, mas da mesma maneira fiquei juntando dinheiro para comprar um aparelho novo, e acabei adquirindo um Polystation pois conseguia usar as mesmas fitas dos jogos que eu tinha”, diz.

Depois desse processo, Welington resolveu ficar mais um período ausente dos jogos, e resolveu trocar sua bicicleta por um Super Nintendo, e com 17 anos, começou novamente em grupos de amigos reunidos para jogar videogame de futebol, realizando campeonatos entre eles, se modernizando com PlayStation 1 e 2.

O investimento em equipamentos para melhorar o desempenho em jogos

Como toda e qualquer tecnologia avança cada dia que passa, a foto de todos estes periféricos que ilustram esta matéria pode ter-lhe chamado a atenção, e consequentemente a curiosidade veio à tona. A história de cada um dos são-mateuenses nos jogos você acabou de conhecer, mas agora você irá entender o nível atual e alguns dos investimentos já realizados pelos jogadores.

A adaptação para a melhora, e a criação de novos estilos de jogos surge juntamente com a criação dos equipamentos que suportem a necessidade característica de cada jogo. Mozart, Welington e Rodrigo começaram a sentir essa falta, e experimentando a mudança nos equipamentos idealizados especialmente para suprir essas privações, perceberam a melhora nas performances de jogo através dos periféricos adequados.

Mozart destaca que as peças que a pessoa irá adquirir dependerá muito do perfil e do que o indivíduo mais se identifica na hora de jogar. “Não adianta você ter uma máquina de 10 mil reais para por exemplo, jogar algo mais simples que não exige tanto do computador, dessa maneira você acaba gastando muito dinheiro em peças que não são extremamente necessárias”.

Uma das principais dicas é priorizar pelo equilíbrio entre as peças adquiridas. “Por exemplo, você tem muita memória, mas não possui um bom processador ou vice-versa. O melhor computador nem sempre é o mais caro, mas sim é aquele que supre as suas necessidades”, enfatiza Mozart.

O principal destaque dos periféricos da imagem é a placa de vídeo, que é uma peça que proporciona na área de jogos uma melhor qualidade de processamento, e que faz realmente acontecer o jogo. “Com certeza para quem joga no computador, o grande destaque das peças vai para a placa de vídeo”, comenta o professor de informática.

“O nosso principal recado e dica para as pessoas que jogam é a dosagem entre os jogos e a vida social. Se divirta e aproveite esse momento com moderação, não esqueça que lá fora existe uma vida real”, destacam Mozart e Welington.

Rodrigo também salienta os benefícios que o jogo adquire no conhecimento pessoal. “Por trás desses jogos o desenvolvimento, a comunicação, os estímulos como tempo de reação, memória e raciocínio são bem trabalhados. Aprendi e ainda aprendo muito com os jogos”, encerra.

Vale a pena salientar que os três são-mateuenses levam os jogos como hobbie, mas existem inúmeras pessoas contratadas por empresas especializadas que levam esta atividade como profissão séria e remunerada, e muitas equipes brasileiras possuem grande destaque à nível mundial.

Estes são alguns dos inúmeros investimentos em periféricos que os três são-mateuenses
adquiriram para melhorar seu desempenho nos jogos.

Cláudia Burdzinski

Cláudia Burdzinski

Estudante de Jornalismo que adora escrever e conhecer um pouco sobre a vida e a história de cada pessoa envolvida. Preza pela essência que é repassada na produção de cada matéria, valoriza os pequenos gestos e apoia o ativismo ambiental. E-mail para contato: claudia@gazetainformativa.com.br
Cláudia Burdzinski
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